Chimoio (Moçambique) – Um cidadão morreu e outro ficou gravemente ferido, no passado domingo (12), na sequência de um acto de justiça popular registado no distrito de Báruè, província de Manica, centro de Moçambique.
As duas vítimas são suspeitas de envolvimento em roubos de motorizadas e assaltos contra mototaxistas, crimes que, segundo relatos locais, têm provocado um clima de medo e insegurança na região.
Enfurecidos, populares recorreram à violência física, provocando a morte imediata de um dos suspeitos e ferimentos graves no outro, que se encontra internado no Hospital Distrital de Báruè, onde recebe tratamento médico.
Testemunhas afirmaram que ambos eram apontados pela população como integrantes de um grupo alegadamente responsável por assassinatos de mototaxistas e roubo de motorizadas.
“São crimes que, nos últimos tempos, têm semeado medo e insegurança entre a população. Por essa razão, os populares mantiveram-se vigilantes e conseguiram identificar os dois suspeitos”, declarou Mário Bacicolo.
Segundo a mesma fonte, a vítima mortal foi intercetada no povoado de Nhamuale, na denominada Zona Três, onde foi violentamente agredida até à morte.
O segundo suspeito foi localizado no centro da vila autárquica de Catandica, nas imediações do Mercado Makombe. Também foi agredido pela multidão e sofreu ferimentos graves.
“Só escapou graças à rápida intervenção da Polícia da República de Moçambique (PRM). A população estava determinada a eliminá-lo, mas a presença da polícia impediu um desfecho fatal”, acrescentou Mário Bacicolo.
Entretanto, o porta-voz do Hospital Distrital de Catandica, Salomão Benete, confirmou a entrada de um indivíduo vítima de agressão.
Sem revelar a identidade do paciente, informou que o mesmo evolui favoravelmente e encontra-se fora de perigo de vida.
“Está a receber os cuidados médicos necessários. Confirmámos igualmente a entrada de um indivíduo já sem vida, alegadamente vítima de um acto de violência perpetrado pela população”, afirmou.
Na ocasião, Salomão Benete apelou à população para que se abstenha de fazer justiça pelas próprias mãos.
Defendeu que, perante qualquer suspeita da prática de crimes, os cidadãos devem denunciar os factos às autoridades competentes, permitindo que os casos sejam investigados e julgados nos termos da lei, em vez de recorrerem à violência.
Até ao momento, a Polícia da República de Moçambique (PRM) ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso.
AIM/Redacção
Fonte: aimnews






