O jogo só acaba quando o árbitro apitar. Uma frase que o meu pai sempre me ensinou e que os argentinos levam à regra. Tuchel não soube aproveitar a mão que tinha neste jogo e Scaloni viu o «Ás» de trunfo ser colocado na mesa com a força que o momento pedia.
RECORDE AQUI O FILME DO ENCONTRO.
Se esperava um jogo «quentinho» desde o primeiro minuto, então é bom que tenha apostado. Duelos e mais duelos sobretudo a meio-campo forçaram o árbitro a recorrer ao apito (e de que maneira).
Não se pode apelidar de batalha campal o que aconteceu dentro das quatro linhas. Digamos que o árbitro mostrou um critério alargado e os jogadores foram aproveitando para tentar derrotar o adversário na parte mental, mais do que na parte física.
A pouca capacidade para desenvolver lances de perigo com bola fez com que os jogadores ingleses começassem a demonstrar a qualidade individual, sobretudo no corredor esquerdo. Gordon e Bellingham faziam as delícias dos adeptos e à passagem da meia hora de jogo, o primeiro remate. Uma cabeçada de John Stones com a direção ligeiramente mal calculada.
Do outro lado há Messi. Há um génio. A velocidade não é a de outros tempos, mas dentro de uma cabine telefónica não há quem lhe corte a rede. Pelo menos de forma legal. Anderson tentou fazê-lo e foi punido com um cartão amarelo.
Houve quem tentasse chegar ao golo de outra forma. Enzo Fernández, de fora da área, ficou perto de assinar um autêntico golaço. Serviu para um ou outro adepto se levantar do assento. Pouco depois, o alívio do intervalo.
Segundo tempo sem alterações nas equipas, mas uma mentalidade diferente nas quatro linhas. Um erro de Molina permitiu a Gordon antecipar-se e desviar de forma certeira para o fundo da baliza, para explosão de alegria nas bancadas em Atlanta.
Só que este momento não serviu de combustível para a Inglaterra crescer no jogo. Muito pelo contrário. Tuchel viu a equipa encolher-se aos poucos e chegou mesmo a jogar com quatro centrais em simultâneo. Isto fez com que a Argentina ganhasse ímpeto e as ocasiões de perigo sucederam-se.
Mac Allister enviou uma bola ao poste a meio da segunda parte e deu o aviso para o que viria a acontecer em cima do minuto 90. Enzo Fernández recebeu a bola de Messi à entrada da área e desferiu um remate de fora da área, sem qualquer hipótese para Pickford.
Uma pequena mancha na exibição quase heroica do guardião inglês na fase de maior aperto no encontro. Esperava-se uma reação de Tuchel ao golo, mas o técnico manteve-se pávido e sereno no banco de suplentes e a Argentina aproveitou para aplicar o golpe final.
Cruzamento com o pior pé (se é que existe) de Lionel Messi e no coração da área surgiu a finalização de cabeça de Lautaro Martínez, suplente utilizado por Scaloni no segundo tempo. O estádio veio abaixo. Argentinos ao rubro nas bancadas e mais um final de jogo épico nesta participação de Messi e companhia no Mundial 2026.
<
p lang="es">LAUTARO MARTÍNEZ NOS DESCONTOS E A ARGENTINA ESTÁ NA FRENTE 🤯#sporttvportugal #MUNDIALnaSPORTTV #MundialFIFA2026 #Argentina #betano pic.twitter.com/BAdIzwEsaJ
Segue-se a segunda final consecutiva. Segue-se a Espanha. Será que é possível repetir os feitos de Itália (1934/1938) e Brasil (1958/1962) e a Argentina sagrar-se bicampeã do mundo? O que sabemos é que para Messi não há impossíveis.
Desde o fim da fase de grupos, jogou todos os minutos pela Argentina e a presença em campo, por si só, transmite uma confiança à equipa que não tem comparação. No jogo desta quarta-feira voltou a fazer das suas. Duas assistências que parecem simples. Um passe para o golaço de Enzo Fernández e um cruzamento milimétrico para o cabeceamento de Lautaro Martínez.
Início de segunda parte e a Inglaterra não podia ter pedido algo melhor. O jogo não podia ter pedido algo melhor. Uma antecipação perfeita do reforço do Barcelona para fazer o 1-0. Um lance que desbloqueou por completo o encontro e que serviu de rastilho para a reação argentina.
Fonte: TVI





