InícioTecnologiaBola do Mundial grava informação 500 vezes por segundo!

Bola do Mundial grava informação 500 vezes por segundo!

Resumo

A bola oficial do Mundial de 2026, a Adidas Trionda, esconde um sensor IMU capaz de captar dados a 500 Hz, permitindo uma leitura a cada dois milissegundos, superando a capacidade das câmaras de televisão. Este dispositivo tecnológico contribui para o sistema de fora de jogo semiautomático, combinando dados da bola, rastreamento dos jogadores e Inteligência Artificial para determinar o momento exato do "ponto de impacto". O chip integrado na bola, com contrapesos calibrados, assegura estabilidade e trajetória no ar, mantendo a aparência tradicional de uma bola de futebol, mas com tecnologia de ponta.

Se andas a acompanhar o Mundial de 2026, de certeza que já percebeste que o futebol de hoje em dia está a anos-luz daquele que líamos nos livros de história. Mas há um detalhe que está a passar ao lado de muita gente e que acontece mesmo no centro de toda a ação. Estamos a falar da bola oficial do torneio.

A Adidas Trionda pode parecer apenas mais uma bola bonita com um design futurista. Mas, a verdade é que esconde lá dentro um autêntico monstro tecnológico capaz de captar dados muito mais depressa do que qualquer câmara de televisão apontada para o relvado.

Afinal de contas, lá dentro encontras um sensor IMU (unidade de medição inercial) que trabalha a uns impressionantes 500 Hz. Isto significa que a bola regista informações sobre os seus próprios movimentos 500 vezes por segundo.

Isto significa uma nova leitura a cada dois milissegundos.

Para perceberes o impacto prático desta tecnologia, basta fazeres as contas. Uma câmara de transmissão normal a 60 FPS capta uma imagem a cada 16,7 milissegundos. Mesmo as câmaras mais lentas a 120 FPS deixam um buraco de 8,3 milissegundos entre fotogramas. O sensor da Adidas entra precisamente aí para preencher esses “espaços em branco” com uma densidade de dados brutal.

É aqui que entra o segredo do fora de jogo semiautomático.

Afinal, ao juntar estes dados da bola com o rastreamento dos jogadores e a Inteligência Artificial, o sistema consegue cravar o momento exato do “ponto de impacto”. Ou seja, o milissegundo preciso em que o passador chuta a bola.

Desta forma acabaram-se aquelas linhas infinitas do VAR onde ninguém sabe bem se a bola já saiu do pé ou não. Para além disso, o chip deteta os toques mais subtis, ajudando a decidir desvios ou bolas na mão duvidosas num abrir e fechar de olhos.

Esta frequência de 500 Hz não estreou agora (já tinha sido usada no Catar em 2022), mas a grande revolução da Trionda está no sítio onde o chip foi enfiado. Se no modelo anterior a eletrónica ficava suspensa por fios mesmo no centro da câmara de ar. Agora, o chip está integrado numa camada especial mesmo por baixo de um dos painéis exteriores da bola.

Como colocar peso apenas num dos lados ia transformar a bola numa autêntica “batata” em pleno voo, a Adidas teve uma ideia brilhante! Colocou contrapesos perfeitamente calibrados por baixo dos outros três painéis para garantir que a estabilidade e a trajetória no ar permanecem impecáveis.

No fim do dia, e olhando de fora, parece só uma bola de futebol tradicional. Por dentro, é um autêntico dispositivo de alta tecnologia feito para levar pontapés a velocidades de autoestrada.

 

Fonte: Zero Zero

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