Maputo, 14 Jul (AIM) – O Presidente Republica, Daniel Chapo, reafirmou hoje(14) o compromisso do Governo moçambicano com a criação de um ambiente de paz, segurança e previsibilidade económica, considerando estes factores essenciais para atrair investimento e acelerar o crescimento do país.
Falando na abertura da 21ª Conferência Anual do Sector Privado (CASP), Chapo afirmou que uma das prioridades do actual ciclo governativo tem sido a consolidação da estabilidade política, social e económica através do diálogo nacional inclusivo e do combate à criminalidade.
“Não há nenhum país no mundo que desenvolve sem paz e segurança”, declarou.
O Chefe de Estado recordou que o Executivo colocou entre as suas prioridades o combate aos raptos, fenómeno que durante anos afectou o empresariado e prejudicou a confiança dos investidores.
“Queremos um Moçambique livre de raptos, um Moçambique livre de crimes, um Moçambique em paz e segurança, de forma que o nosso sector privado possa fazer negócio num ambiente de paz e segurança”, afirmou.
Segundo Chapo, o Governo continuará a implementar reformas destinadas a simplificar procedimentos administrativos, reforçar a confiança dos investidores e tornar o Estado mais eficiente na prestação de serviços.
“Digitalizar o Estado moçambicano é a nossa tarefa. Simplificar procedimentos, reforçar a confiança dos investidores e criar melhores condições para o desenvolvimento da iniciativa privada é o nosso objectivo número um”, disse.
O Presidente defendeu uma clara separação entre as funções do sector público e do sector privado, sublinhando que compete ao Estado regular e criar um ambiente favorável aos negócios, cabendo às empresas investir, produzir e competir.
“Não podemos ter árbitros e jogadores. Ou joga ou apita. Não pode jogar com o apito na boca”, declarou.
Dirigindo-se ao empresariado, Chapo garantiu que o Governo continuará a ser parceiro do sector privado, mas apelou a uma maior aposta na inovação, formação profissional, conteúdo local e investimento de longo prazo.
Reconheceu ainda que persistem constrangimentos que afectam a competitividade das empresas, incluindo dificuldades de financiamento e limitações cambiais, mas assegurou que o Executivo está empenhado em encontrar soluções em coordenação com os agentes económicos.
“Ouvimos preocupações legítimas e continuaremos lado a lado convosco, caros empresários”,
afirmou.
Para o Presidente, o futuro económico do país dependerá da qualidade das políticas públicas, da confiança entre o Estado e os investidores e da capacidade colectiva de transformar desafios em oportunidades.
“O futuro não se espera. Constrói-se com trabalho, visão e confiança”, concluiu.
(AIM)
NL/mz
Fonte: aimnews





