InícioRevistaTecnologiaiPhone Air falhou? Não digas isso. A Apple tem planos sérios!

iPhone Air falhou? Não digas isso. A Apple tem planos sérios!

iPhone Air – O telemóvel “magro” da Apple falhou ou é uma missão secreta? – Apesar de alguns milhões de unidades vendidas, que seria incrível para a grande maioria das fabricantes,  a realidade é que o “Air” não foi um sucesso para a gigante Norte-Americana. Mas… É ok! Está tudo bem! Há um plano.

Se andas atento à Apple e as jogadas de bastidores do mercado de smartphones, sabes perfeitamente que adoro deitar as cartas na mesa quando o tema é a estratégia de Cupertino. Quando o iPhone Air foi lançado, os puristas do design ficaram em pulgas. Afinal, era a elegância levada ao extremo, com uns impressionantes 5,6 mm de espessura. Mas não nos vamos fazer de anjinhos… Nove meses depois, a realidade das lojas é um autêntico banho de água fria. Os dados dos fornecedores dizem que o Air representa uns míseros 6% das vendas totais da gama iPhone 17.

Para termos uma noção daquilo que este número vale, é exatamente a mesma percentagem que o falecido iPhone mini conseguia antes de a Apple o mandar para a gaveta. Estará o Air condenado ao mesmo destino ou há aqui um plano escondido?

Para perceberes a jogada, a Apple tem um problema crónico com o “quarto modelo” da sua linha.

O mini morreu porque a malta não queria ecrãs pequenos nem baterias curtas. O Plus falhou porque era simplesmente aborrecido, e agora com o Air… A história para estar a repetir-se. Parece não existir espaço para um quarto iPhone no mercado.

Sim, com o iPhone Air, a Apple tentou mudar o pinhão da engrenagem. Ou seja, transformou o modelo do meio num objeto de luxo e puro estilo, feito para quem quer dar nas vistas.

Mas o verdadeiro segredo do iPhone Air era outro. Ele serviu como um autêntico “cavalo de Troia” para a Apple testar no mundo real o seu primeiro modem 5G próprio (o chip C1X) e os novos componentes de rede. É uma estratégia genial! Testas a tua nova tecnologia num modelo que sabes que vai vender menos, corriges os erros e escusas de queimar contratos de milhares de milhões com fornecedores externos nos modelos principais.

O grande problema é que, para meter um telemóvel com 5,6 mm de espessura nas prateleiras, a Apple teve de cortar em quase tudo. E pedir 1000€ por um aparelho nestas condições é abusar da sorte.

Afinal, tens apenas uma única câmara de 48 MP nas costas, uma bateria modesta de 3.149 mAh que dura “apenas o suficiente” e um som mono vindo de uma única coluna que nos atira de volta para 2015. Tudo isto enquanto o iPhone 17 básico, mais barato, traz ecrã ProMotion de 120 Hz e duas câmaras.

Contas de algibeira feitas, o consumidor chega à loja e pensa: “Porra, por mais 100€ trago o iPhone 17 Pro, que é muito mais telemóvel”. É o clássico truque na carteira da escada de preços da Apple. Ainda assim, o Air não é um falhanço total como o mini. Nos Estados Unidos vendeu o triplo do antigo Plus e, em mercados ultra-focados em tendências e design como o Japão ou a Suécia, a quota de mercado do Air disparou para a casa dos dois dígitos. A malta não odeia o conceito; odeia é o preço face aos sacrifícios.

iPhone, Apple

A Apple está a ouvir as críticas e, ao contrário do que fez com o mini, não vai desistir à primeira. Os relatórios de bastidores dizem que a marca congelou o lançamento do Air 2 e do iPhone 18 base para a primavera de 2027, dando espaço ao novo dobrável que deve chegar já em setembro. E nesta pausa, a Apple está a preparar três melhorias brutais para o Air: uma segunda câmara ultra-wide, uma bateria a rondar os 3.500 mAh e o novo processador A20 construído a 2 nanómetros para garantir uma eficiência nunca vista.

No fundo, a Apple está a jogar xadrez a longo prazo. Se o futuro do mercado for dos dobráveis, todas as tecnologias de ecrãs e componentes ultra-finos que a Apple está a desenvolver para o Air vão direitinhas para o futuro iPhone dobrável. Se a moda dos dobráveis falhar, o Air transforma-se no novo formato padrão dos iPhones normais. De uma maneira ou de outra, a Apple ganha sempre.

Tu por aí, eras gajo para dar uma oportunidade a um iPhone ultra-fino sacrificando as câmaras e a bateria em nome do estilo, ou achas que a Apple esticou a corda ao pedir 1000€ por um aparelho que oferece menos do que o modelo base?

 

Fonte: Zero Zero

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