InícioRevistaPolíticaContestatários da Renamo questionam celeridade dos seus processos na PGR

Contestatários da Renamo questionam celeridade dos seus processos na PGR

Maputo, 29 Jul (AIM) – Membros da Renamo que contestam a liderança do partido afirmam ter sido notificados pela Procuradoria-Geral da República (PGR), no âmbito de um processo relacionado com a alegada invasão da sede nacional, questionando a rapidez com que o caso avançou face a outros processos que, segundo dizem, continuam sem desfecho.

Falando hoje à imprensa, após se apresentar na Procuradoria do Distrito Municipal KaMpfumo, em Maputo, Mouchador Machava disse que cinco membros do grupo foram notificados para responder por alegados crimes, incluindo invasão da sede nacional da Renamo, acusação que rejeita.

Segundo Machava, o grupo não invadiu as instalações, por considerar que a sede e as delegações pertencem ao partido e aos seus membros.

“As delegações são a nossa casa. As delegações pertencem ao Partido Renamo”, afirmou, explicando que a deslocação à sede ocorreu após várias tentativas frustradas de obter uma audiência com o presidente do partido, Ossufo Momade.

Acrescentou que o grupo enviou diversas cartas à liderança para discutir questões internas, mas, sem resposta, decidiu permanecer na sede como forma de protesto.

Machava denunciou ainda que alguns membros do grupo terão sido agredidos e sofreram o desaparecimento de bens pessoais durante os incidentes, defendendo que esses factos também devem ser investigados.

Garantiu, entretanto, que os contestatários não irão suspender as suas actividades políticas e continuarão a mobilizar membros e simpatizantes em várias províncias.

Por seu turno, Torina Miquitae disse ter recebido a notificação por mensagem quando se encontrava fora de Maputo, tendo posteriormente comparecido na Procuradoria, onde foi informada de que o processo resulta de uma queixa da Renamo por alegadas ameaças e introdução em lugar vedado ao público.

A dirigente rejeitou a acusação, sustentando que a sede nacional não pode ser considerada um espaço vedado aos membros do partido.

“Aquele local não é vedado ao público. Serve para atender qualquer pessoa com preocupações relacionadas com o Partido Renamo”, afirmou.

Miquitae questionou igualmente a celeridade do processo, alegando que existem outros casos submetidos ao Tribunal Administrativo, à Procuradoria e ao Cernic que continuam sem resposta.

Também Arone Lavanhane assegurou que o grupo manterá as suas actividades políticas, defendendo que as divergências internas devem ser resolvidas através do diálogo.

Os contestatários reiteraram que aguardam o desenrolar do processo judicial, mas garantem que as notificações não travarão a sua acção política, insistindo na necessidade de diálogo no seio da Renamo.
(AIM)
SNN/pc

 

Fonte: aimnews

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