A Fórmula 1 está a repensar o local onde vai fazer os últimos dois Grandes Prémios (GP) da temporada no Qatar e em Abu Dhabi, devido à guerra no Médio Oriente, admitindo terminar o campeonato na Europa.
«Tomaremos uma decisão no momento apropriado, não antes de meados de setembro. Se a situação não se tornar mais clara, tomaremos uma decisão. E quero apenas confirmar que, se isso se revelar impossível, o final da época acontecerá na Europa, porque não podemos ir para mais lado nenhum», caso não haja condições para ir ao Golfo Pérsico, esclareceu Stefano Domenicali, presidente e diretor executivo da F1, em conferência de imprensa.
De recordar que os GP do Bahrain e da Arábia Saudita, previstos para abril, foram cancelados em março sem substituição. Agora, as provas do Qatar e Abu Dhabi estão na eminência de seguir o mesmo caminho.
«Há várias opções em cima da mesa, mas não acho correto fazer promessas ou antecipar uma decisão. Por isso, se a situação não nos permitir ir ao Médio Oriente, terminaremos o campeonato na Europa», reiterou o dirigente italiano.
Informações no paddock indicavam a hipótese de realizar uma nova corrida nos Estados Unidos, mas Stefano Domenicali negou totalmente essa possibilidade.
«Não realizaremos outra corrida nos Estados Unidos», disse, sublinhando que não pretende «estragar» o crescimento da corrida de Las Vegas, que arrancou em 2023.
Embora ainda não exista qualquer informação, o circuito de Imola, em Itália, que foi retirado do calendário este ano, surge como mais provável de receber a última ronda da temporada. Por outro lado, Portimão e Istambul, que irão regressar ao Mundial 2027, ainda não estão aptos para receber as provas, devido a obras de remodelação.
A situação geopolítica atual do Golfo Pérsico já levou a que outras competições mudassem de lugar, como o Mundial de Resistência (WEC), o GP do Qatar de Moto GP e o Rali da Arábia Saudita, ambos ainda sem decisão final.
Fonte: TVI





