Escolas destruídas, salas convertidas em centros de acolhimento e danos em material escolar levam o Governo a avaliar cenários alternativos para garantir o início do ano lectivo.
O Governo pondera rever o arranque do ano lectivo, inicialmente previsto para os próximos dias, na sequência do impacto das cheias que afectaram escolas em várias regiões do país, transformando unidades de ensino em centros de acolhimento e causando danos relevantes em infra-estruturas e material escolar.
Cheias Condicionam Funcionamento do Sistema Educativo
O Ministério da Educação e Cultura deverá submeter ao Conselho de Ministros, ainda esta semana, diferentes cenários para o arranque do ano lectivo, face à prevalência de inundações em diversas escolas e à utilização de salas de aula como centros de acolhimento para vítimas das cheias.
Na cidade de Maputo, pelo menos nove escolas continuam a servir de abrigo temporário, enquanto em várias províncias do sul do país, nomeadamente Gaza, registam-se unidades de ensino parcialmente ou totalmente destruídas.
Avaliação de Danos Antes de Decisão Final
A ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, explicou que o sector dispõe de um plano “A” e de um plano “B” para responder à situação, mas sublinhou que a estratégia definitiva só será conhecida após a reunião do Conselho de Ministros, sustentada num levantamento completo dos danos nas infra-estruturas escolares.
Entre as preocupações identificadas está a destruição de material didáctico, incluindo livros escolares, com impacto directo no processo de ensino-aprendizagem, sobretudo no ensino primário.
Ensino e Inclusão Social Sob Pressão
Apesar das perdas, o Governo garante a existência de manuais de reserva para situações de emergência, procurando assegurar a continuidade do ensino, ainda que de forma faseada ou ajustada. O desafio central reside em conciliar o direito à educação com a resposta humanitária, num contexto em que as escolas desempenham um papel duplo: espaço de aprendizagem e refúgio para famílias deslocadas.
Impacto Económico e Social do Eventual Ajuste do Calendário
Um eventual adiamento ou reorganização do calendário escolar terá implicações económicas e sociais relevantes, afectando famílias, professores, cadeias de fornecimento de material escolar e a própria organização do ano académico. A decisão final será determinante para equilibrar a necessidade de resposta à emergência climática com a estabilidade do sistema educativo.
Fonte: O Económico






