InícioNacionalSociedadeEmpresários de Sofala criam federação para reforçar representação do sector privado

Empresários de Sofala criam federação para reforçar representação do sector privado

Resumo

O sector privado de Sofala criou uma federação para unir associações empresariais, fortalecer o diálogo com o Governo e investidores, e representar o empresariado local. A nova estrutura não visa confrontos, mas sim colaborar com a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA). Defende uma participação activa em projectos estratégicos, como o acesso rodoviário ao Porto da Beira, e critica a falta de envolvimento dos empresários nas decisões. A federação apela ao Governo para confiar mais no sector privado nacional e planeia expandir a sua representação, visando reunir pelo menos vinte associações para fortalecer a influência de Sofala na CTA.

O sector privado da província de Sofala deu mais um passo na sua organização institucional com a criação de uma federação, que pretende congregar as diversas associações empresariais e reforçar o diálogo com o Governo e os investidores.

Segundo os promotores da iniciativa, a nova estrutura surge para conferir maior coesão ao empresariado local e facilitar a interlocução com as autoridades, num contexto em que várias entidades reivindicavam a representação do sector privado na província.

Os responsáveis pela federação afirmam que a organização não foi criada para confrontar outras instituições representativas do empresariado, nem para se sobrepor à Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), da qual pretende fazer parte formalmente nos próximos tempos.

A nova agremiação defende igualmente uma participação mais activa do empresariado local em projectos estratégicos para o desenvolvimento da província, com destaque para o acesso rodoviário ao Porto da Beira.

Os empresários consideram que o projecto foi concebido e impulsionado pelo sector privado de Sofala e lamentam não terem sido devidamente envolvidos nas decisões relativas à sua implementação.

Segundo os dirigentes da federação, houve, no passado, disponibilidade do empresariado nacional para investir directamente na construção da infra-estrutura, proposta que não chegou a avançar.

Os responsáveis defendem que o Governo deve confiar mais na capacidade do sector privado nacional e garantir a sua participação nos processos de decisão relacionados com projectos de grande impacto económico.

A federação pretende agora alargar a sua base de representação, promovendo a criação de novas associações em sectores ainda não organizados. A meta é reunir, pelo menos, vinte associações empresariais, reforçando o peso de Sofala nos processos de representação e votação ao nível da CTA.

Fonte: O País

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