Os números mais recentes nos Estados Unidos deixam qualquer pessoa de queixo no chão. No primeiro semestre de 2026, as vendas de CDs subiram 16%, com mais de 16 milhões de unidades vendidas. O problema? Metade das pessoas que os compram nem sequer tem um leitor em casa.
Sim, estamos todos virados para o digital. Mas, o sentimento de “posse” continua forte. Até os mais jovens querem ter algo tangível nas suas mãos. Mesmo que o produto nunca seja utilizado, ele existe e está ali. Isso é importante.
Sim, leste bem. A geração Z e os Millennials estão a gastar uma pipa de massa em discos de plástico para os deixarem a apanhar pó numa prateleira. Mas… Isso acaba por ter alguma piada.

Como deves imaginar, o CD deixou de ser um meio para ouvir música e passou a ser um mero objeto de coleção a preço acessível. Num mundo onde já não és dono de nada, onde pagas o Spotify hoje e amanhã as tuas músicas favoritas desaparecem por causa de licenças, a malta mais nova descobriu a pólvora e percebeu que ter algo físico nas mãos afinal é giro.
A somar a isto, mais de metade destes jovens admite que compra estes discos por pura nostalgia de uma época que nem sequer viveu, com 60% a ouvir música dos anos 90 ou mais antiga. Querem ter o livrinho, ver as fotos, sentir que apoiam o artista… mas na hora de ouvir o som, abrem a aplicação no smartphone como sempre fizeram.
O mais irónico no meio desta história toda é olhar para o timing das grandes empresas. A Sony anunciou há poucas semanas que vai acabar com os jogos em formato físico já a partir de 2028, jurando a pé juntos que “a comunidade prefere o digital”. A jogada é clara! Fechar o ecossistema na PlayStation Store, controlar os preços e matar o mercado de segunda mão.
Entretanto, enquanto os executivos de fato e gravata fazem contas de merceeiro para cortar custos de distribuição, os consumidores mostram que ainda valorizam o que é tangível.
Comprar música num suporte que não consegues reproduzir só para mostrar aos amigos é um absurdo, mas demonstra perfeitamente a saturação das pessoas em relação ao modelo de subscrições.
Fonte: Zero Zero






