InícioNacionalSociedadeGoverno afirma ter executado em 95% plano de recuperação pós-cheias na agricultura

Governo afirma ter executado em 95% plano de recuperação pós-cheias na agricultura

Resumo

O Governo de Moçambique executou cerca de 95% do plano de recuperação pós-cheias na agricultura e pescas, visando apoiar famílias afetadas e restabelecer a produção agrícola perdida. O ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Albino, revelou que o objetivo era evitar perdas na época agrária 2025/2026, garantindo condições para a retoma da produção em áreas inundadas no início do ano. Embora não tenham sido detalhados os recursos aplicados, o Governo obteve quase todo o financiamento necessário para ajudar agricultores e famílias atingidas. Durante um diálogo político sobre ambiente e alterações climáticas, o ministro apelou aos parceiros para cumprir compromissos financeiros ligados ao financiamento climático, essenciais para fortalecer a resiliência do setor agrícola. Moçambique, vulnerável a eventos climáticos extremos, destaca a importância da recuperação agrícola pós-desastres naturais e da coordenação eficiente na gestão de recursos para adaptação climática.

O Governo de Moçambique anunciou ter executado em cerca de 95% o plano de recuperação pós-cheias nos sectores da agricultura e pescas, numa intervenção destinada a apoiar famílias afectadas e assegurar a reposição da produção agrícola perdida no início do ano.

A informação foi avançada pelo ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Albino, durante um balanço preliminar apresentado esta quarta-feira, sem, contudo, detalhar a distribuição dos recursos aplicados no processo de recuperação.

Segundo o governante, o plano teve como principal objectivo evitar a perda da época agrária 2025/2026, garantindo condições mínimas para a retoma da produção em zonas afectadas por inundações registadas no início do ano em várias regiões do país.

O ministro afirmou que o Governo conseguiu assegurar quase a totalidade do financiamento necessário para a implementação das acções previstas, permitindo apoiar agricultores e famílias atingidas pelas cheias.

No entanto, não foram divulgados pormenores sobre a alocação dos fundos nem sobre o número total de beneficiários abrangidos pelo programa de recuperação.

As declarações foram feitas durante a abertura de um diálogo político de alto nível sobre ambiente e alterações climáticas, que contou com a participação de representantes da União Europeia e de várias instituições governamentais moçambicanas.

Na ocasião, o ministro apelou aos parceiros de cooperação para o cumprimento de compromissos financeiros ligados ao financiamento climático, considerados essenciais para reforçar a resiliência do sector agrícola face a eventos climáticos extremos.

O embaixador da União Europeia presente no encontro destacou a importância do diálogo como instrumento para garantir a mobilização de financiamento e a resolução de desafios estruturais no sector ambiental e agrícola.

O evento contou ainda com a participação de representantes dos ministérios da Planificação e Desenvolvimento e dos Recursos Minerais e Energia, entre outras entidades públicas e parceiros de cooperação.

As autoridades presentes sublinharam a necessidade de reforçar a coordenação institucional e a eficiência na gestão dos recursos destinados à adaptação climática e à recuperação pós-desastres naturais.

Moçambique continua entre os países mais vulneráveis a eventos climáticos extremos, incluindo cheias e ciclones, que afectam regularmente a produção agrícola e a segurança alimentar de milhares de famílias, sobretudo nas zonas rurais.

A recuperação do sector agrícola após desastres naturais tem sido apontada como uma das prioridades do Governo, num contexto em que a dependência da agricultura de subsistência torna muitas comunidades particularmente expostas a choques climáticos.

O balanço apresentado pelo Executivo surge num momento em que se intensificam os debates sobre financiamento climático e necessidade de maior previsibilidade nos mecanismos de apoio internacional ao desenvolvimento agrícola sustentável no País.

Fonte: O País

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