InícioRevistaTecnologiaImagens geradas por IA em todo o lado? Não há paciência

Imagens geradas por IA em todo o lado? Não há paciência

Eu acredito que existe espaço para imagens geradas por IA. Para exemplificar algumas coisas, para tentar resumir alguns pontos, ou até em festinhas pequenas onde não há orçamento para pedir a alguém para fazer algo mais a sério. Mas… em tudo e mais alguma coisa? Epá, não.

Isto é uma conversa que já tive com amigos, familiares e até no trabalho. A IA é útil, ajuda em muita coisa, mas não tem de ser a solução para tudo. Até nos sites, porque há direitos de imagem em todo o lado, a coisa pode dar algum jeito. (Sendo exatamente por isso que a imagem de destaque deste artigo é gerada por IA. Serve como exemplo.)

Mas, nos dias que correm, abro o Facebook, o TikTok, o Instagram, ou vejo cartazes na rua, e é IA por todo o lado. Aliás, já estamos a bater no fundo de ver partidos políticos a usar IA à vontade. É feio e é pouco profissional.

inteligência artificial não representa um perigo para os humanos!

O problema destas ferramentas, do Midjourney ao DALL-E ou ao Ideogram, não é a tecnologia em si, mas a forma preguiçosa como passou a ser usada por marcas, meios de comunicação e “criadores de conteúdo”.

Ou seja, em vez de servir como um complemento para ideias complexas, tornou-se a solução padrão para ilustrar absolutamente tudo, desde um artigo sobre poupança de combustível até a um post sobre o tempo no fim de semana.

O resultado? Uma internet onde tudo parece igual, genérico e falso. Perdeu-se o detalhe e o contexto real. E isso acaba por resultar num problema grave.

No fim do dia, a boa notícia é que o público não é cego.

Ou seja, da mesma forma que aprendemos a ignorar os banners de publicidade ao longo dos anos (sendo exatamente por isso que é importante ter um bom design para chamar a atenção), o cérebro humano já está a treinar-se para identificar e rejeitar automaticamente a estética da IA. A reação imediata de quem vê uma destas imagens hoje em dia já não é de espanto, mas sim de revirar os olhos.

Por isso, se as marcas e as páginas não acordarem a tempo para perceber que isto retira qualquer réstia de credibilidade ao que publicam, vão continuar a investir em “conteúdo” que o público simplesmente ignora por ser… foleiro.

 

Fonte: Zero Zero

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