InícioRevistaInternacionalInfantino reage às críticas: «A proposta é uma oportunidade, não uma obrigação»

Infantino reage às críticas: «A proposta é uma oportunidade, não uma obrigação»

Gianni Infantino reagiu às críticas ao modelo de comercialização dos Mundiais apresentado pela FIFA. Num vídeo divulgado no site oficial, o presidente do organismo sublinhou que a iniciativa constitui uma oportunidade para as federações-membro, mas não uma imposição. Recorde-se que o plano levou a UEFA a convocar uma reunião de urgência com as federações nacionais para definir a resposta à iniciativa.

«Na verdade, é uma proposta. Faz parte de um processo democrático, de consulta, e, acima de tudo, é uma oportunidade, não uma obrigação», começou por dizer.

De recordar que na terça-feira a FIFA revelou a intenção de angariar até 4,2 mil milhões de dólares com a venda de participações dos campeonatos do mundo a privados. A UEFA foi um dos organismos a incidir-se contra a ideia, acusando a FIFA de utilizar o futebol para enriquecimento próprio.

Os Clubes Europeus de Futebol (EFC), a Associação de Ligas Europeias (EL) e algumas federações também manifestaram preocupações e críticas ao projeto.

«A FIFA sofreu uma transformação na última década, com amplas reformas de governação e uma grande expansão do desenvolvimento e das competições. O reforço do lado comercial do futebol é o próximo passo natural nesta evolução. Por isso, acreditamos que a proposta desbloqueará o potencial da modalidade em todos os cantos do mundo», acrescentou Infantino.

A proposta prevê a criação da FIFA Forward Enterprise (FFE), integralmente detida pela FIFA, que reunirá os direitos comerciais do organismo. O plano contempla ainda a venda de participações minoritárias a investidores privados, que não terão qualquer papel operacional na empresa, avaliada inicialmente em 20 mil milhões de dólares.

«Assim, vamos desbloquear um valor comercial até então inexplorado. Uma parcela muito pequena do crescente valor comercial do futebol chega às partes que mais precisam. Capturá-lo exige perícia e conhecimento adicionais», observou Infantino.

A operação irá permitir reforçar o programa FIFA Foward, aumentando o financiamento de desenvolvimento por federação dos atuais oito para 20 milhões de dólares no ciclo 2027-2030, de 22 milhões entre 2031 e 2034 e, por fim, para 24 milhões de 2035 a 2038. 

«É uma oportunidade de ouro para impulsionar o desenvolvimento do futebol a nível global. Mas, mais uma vez, é apenas uma oferta, não uma obrigação. Temos o dever de estar aqui para discutir o assunto com todos», adicionou, sublinhando que o futebol «não vai mudar».

Por fim, Infantino assegurou que o organismo vai manter o controlo exclusivo sobre a governação do futebol, as competições, o calendário internacional e todas as decisões regulamentares e desportivas.

«Os benefícios dos investimentos contínuos já são visíveis: uma década de apoio através do FIFA Forward ajudou países como Cabo Verde, Curaçau, Jordânia e Uzbequistão a chegar ao Campeonato do Mundo pela primeira vez. Queremos ajudar a criar os próximos “Cabo Verdes”», concluiu.

 

Fonte: TVI

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, digite seu nome aqui
Por favor digite seu comentário!

- Advertisment -spot_img

Últimas Postagens

Hilário Moussagy regressa a Inhassoro como campeão e é recebido em...

0
Vencedor do Fama Show 2026 foi recebido por uma caravana de residentes, entre buzinas, cânticos e aplausos, numa celebração que transformou a conquista individual...
- Advertisment -spot_img