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Messi, espanhóis, franceses… e um português pelo meio: os melhores no Mundial 2026

Lionel Messi saiu em lágrimas, a Argentina perdeu a final do Mundial para Espanha, mas o futebolista argentino foi um dos destaques do Mundial 2026, que terminou na noite de domingo com festa espanhola.

No balanço da competição que teve, pela primeira vez, 48 seleções, e que antecede a edição centenária a realizar entre Portugal, Espanha e Marrocos, em 2030, o Maisfutebol, com o auxílio do seu parceiro estatístico, o Sofascore, traz-lhe algumas das principais estatísticas, dados e notas a reter da produção dos jogadores em campo.

E Messi, no global das suas atuações e considerando as estatísticas de cada atleta em todos os parâmetros de jogo, foi mesmo quem teve a melhor classificação Sofascore: 8.79 em 10. O top-5 ficou completo com Mbappé, Dembélé, Haaland e Jude Bellingham, com o espanhol Rodri – que recebeu o prémio de melhor jogador do torneio – a surgir na sexta posição – com 7.76.

Ora, para esta avaliação global de Messi contribuíram destaques em vários parâmetros e momentos do jogo, sobretudo ofensivos. Messi, com um total de 28, foi o futebolista do Mundial 2026 com mais dribles bem-sucedidos. Lamine Yamal, campeão do mundo, só teve um a menos, num top-5 recheado de grandes figuras: Bellingham, Mbappé e Vinicius Júnior, sendo que Michael Olise também fez os mesmos 16 do brasileiro.

De aspeto técnico em aspeto técnico, Messi evidenciou-se também no jogo da Argentina pelos passes-chave e nas grandes oportunidades criadas: ninguém fez mais do que o jogador de 39 anos, campeão do mundo em 2022: 28 passes-chave e oito grandes oportunidades criadas, com ambos os pódios nestas duas estatísticas a serem fechados por Olise e Dembélé, que ficaram, por França, no quarto lugar deste Mundial.

Ora, e é precisamente no capítulo das grandes oportunidades criadas que surge, no top-5, o único português nesta análise Maisfutebol/Sofascore: Nuno Mendes, com quatro grandes oportunidades criadas, surge no quinto lugar, igualado com o alemão Joshua Kimmich, quarto, também com quatro. Yan Diomande (Costa do Marfim) e Roberto Alvarado (México) também fizeram quatro cada.

Aliado aos destaques já assinalados, Messi foi, por fim, o futebolista com mais duelos ganhos na prova: um total de 60. Seguiram-se-lhe, no pódio, dois ingleses, Elliot Anderson e Jude Bellingham, duas das figuras da equipa que conseguiu, 60 anos depois do título de 1966, a segunda melhor classificação para Inglaterra em Mundiais.

Espanhóis nas interceções e passes, franceses nos golos e assistências

Campeã do mundo, Espanha teve vários jogadores em destaque nos tops estatísticos, com Aymeric Laporte a destacar-se nas interceções: foram 15. Ninguém fez mais do que ele, mas houve quem o igualasse: Dayot Upamecano. Yazan Al-Arab, da Jordânia, também teve 11, tal como Cubas, Rabiot e Mac Allister.

A ideia espanhola comandada a partir do banco por Luis de la Fuente e com intérpretes a rigor no relvado, teve em Rodri o espelho disso: com 756 passes precisos, foi o melhor neste capítulo. E o pódio foi completo… com mais dois espanhóis: Pau Cubarsí (eleito o melhor jovem do torneio) e Laporte.

Já nos golos e assistências, os melhores homens de serviço foram franceses, como já é sabido: Mbappé fechou o Mundial com dez golos, é o melhor marcador da história dos Mundiais com 22 golos (mais um do que Messi) e, com a dezena de golos apontados nesta edição, igualou Gerd Muller com dez golos numa só edição, só atrás do húngaro Kocsis (11) e do compatriota Just Fontaine (13).

Já Michael Olise, com sete assistências, foi o melhor neste aspeto, com um registo que lhe permitiu superar o recorde de assistências num único Mundial, ultrapassando Pelé, com seis (alcançado em 1970). Isto à luz dos dados oficiais registados pela FIFA, desde a edição de 1966, inclusive, pois há dados que apontam que o francês Raymond Kopa e o alemão Fritz Walter, em 1958 e 1954, respetivamente, fizeram oito assistências cada. Porém, a própria FIFA não considera estes dados como oficiais, pela imprecisão associada à recolha estatística nos Mundiais pré-1966, ano em que a prova foi disputada em Inglaterra.

Ainda a muralha paraguaia

Por fim, e indo aos protagonistas das balizas, o paraguaio Orlando Gill, com 23 defesas, encabeçou esta estatística na competição em que o Paraguai saiu de cena com a derrota nos oitavos de final ante França. De recordar que Gill brilhou, não só, mas muito, nos 16 avos de final: defendeu dois penáltis no desempate, já depois de um grande jogo em 120 minutos, custando à Alemanha uma eliminação precoce.

A seguir a Gill, e com 20 defesas cada, evidenciaram-se Eloy Room – protagonista de um recorde após uma enorme exibição no empate de Curaçau ante o Equador – e o suíço Gregor Kobel.

 

Fonte: TVI

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