InícioRevistaSociedadeMoçambique dispõe de capacidade para realizar até 300 testes de Ébola

Moçambique dispõe de capacidade para realizar até 300 testes de Ébola

Resumo

Maputo, 3 Jul (AIM) – Moçambique dispõe de capacidade laboratorial para realizar até 300 testes de diagnóstico do vírus Ébola, por dia, reforçando a prontidão do país para responder a eventuais emergências de saúde pública A garantia foi dada, esta sexta-feira (03), pelo ministro da Saúde, Ussene Isse, no final de uma visita de trabalho ao Instituto Nacional de Saúde (INS), em Marracuene, província de Maputo, onde o governante avaliou o nível de preparação da instituição para responder a surtos e outras ameaças sanitárias “Saímos daqui muito felizes de verificar que temos capacidade para fazer o diagnóstico do Ébola e realizar cerca de 300 testes, caso haja necessidade de investigar situações desta natureza no nosso país”, afirmou O ministro recordou que os desafios impostos pelas alterações climáticas e pelo surgimento de novas doenças exigem sistemas nacionais de saúde cada vez mais preparados para responder rapidamente a emergências sanitárias “Hoje estivemos aqui para avaliar exactamente o nível de prontidão do Instituto Nacional de Saúde e constatámos que existe uma capacidade instalada importante para responder a estas ameaças”, acrescentou Durante a visita, os responsáveis do INS apresentaram o funcionamento do Laboratório Nacional de Referência de Biologia Molecular, certificado pela norma internacional ISO 15189 e reconhecido pela Organização Mundial da Saúde como laboratório de referência A unidade coordena tecnicamente a rede nacional de 16 laboratórios de biologia molecular, responsáveis pela realização de testes de carga viral do HIV e diagnóstico precoce infantil, além de assegurar a formação de técnicos, supervisão da qualidade dos serviços e validação de reagentes antes da sua distribuição para todo o país Os técnicos explicaram igualmente que o laboratório desempenha um papel central na avaliação de novas tecnologias de diagnóstico, tendo contribuído para a introdução de dispositivos Point of Care, que reduziram de vários dias para cerca de uma hora o tempo necessário para o diagnóstico precoce do HIV em crianças expostas ao vírus Outra inovação apresentada foi o uso de cartões separadores de plasma, tecnologia que permite transportar amostras provenientes de zonas remotas sem necessidade de cadeia de frio, melhorando o acesso ao diagnóstico laboratorial Os investigadores destacaram ainda que Moçambique prepara-se para introduzir um novo método molecular de diagnóstico do poliovírus, tecnologia considerada mais segura do que os métodos tradicionais baseados em cultura viral e recomendada pela OMS Segundo os responsáveis, o país será um dos primeiros em África a adoptar esta abordagem, reforçando a sua posição como referência regional no domínio do diagnóstico molecular Durante a visita, o ministro percorreu igualmente as plataformas de sequenciamento genético e acompanhou o ponto de situação das obras do futuro Centro Nacional de Bioinformática e Genómica, projecto que deverá apoiar não apenas o sector da saúde, mas também as áreas da agricultura, pecuária e pescas Na ocasião, Isse enalteceu o trabalho desenvolvido pelos investigadores moçambicanos, salientando que o INS dispõe actualmente de cerca de 35 doutorados, 128 mestres e mais de 500 licenciados, factores que, segundo disse, demonstram o investimento do país na formação do capital humano “O conhecimento científico produzido aqui deve servir para proteger a saúde dos moçambicanos, orientar as políticas públicas e fortalecer a capacidade nacional de resposta às emergências”, concluiu Segundo Isse, a visita permitiu constatar que o país possui capacidade técnica para responder às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), numa altura em que a região africana continua a enfrentar surtos de doenças emergentes (AIM) SNN/pc Fonte: aimnews

Maputo, 3 Jul (AIM) – Moçambique dispõe de capacidade laboratorial para realizar até 300 testes de diagnóstico do vírus Ébola, por dia, reforçando a prontidão do país para responder a eventuais emergências de saúde pública.

A garantia foi dada, esta sexta-feira (03), pelo ministro da Saúde, Ussene Isse, no final de uma visita de trabalho ao Instituto Nacional de Saúde (INS), em Marracuene, província de Maputo, onde o governante avaliou o nível de preparação da instituição para responder a surtos e outras ameaças sanitárias.

“Saímos daqui muito felizes de verificar que temos capacidade para fazer o diagnóstico do Ébola e realizar cerca de 300 testes, caso haja necessidade de investigar situações desta natureza no nosso país”, afirmou.

O ministro recordou que os desafios impostos pelas alterações climáticas e pelo surgimento de novas doenças exigem sistemas nacionais de saúde cada vez mais preparados para responder rapidamente a emergências sanitárias.

“Hoje estivemos aqui para avaliar exactamente o nível de prontidão do Instituto Nacional de Saúde e constatámos que existe uma capacidade instalada importante para responder a estas ameaças”, acrescentou.

Durante a visita, os responsáveis do INS apresentaram o funcionamento do Laboratório Nacional de Referência de Biologia Molecular, certificado pela norma internacional ISO 15189 e reconhecido pela Organização Mundial da Saúde como laboratório de referência.

A unidade coordena tecnicamente a rede nacional de 16 laboratórios de biologia molecular, responsáveis pela realização de testes de carga viral do HIV e diagnóstico precoce infantil, além de assegurar a formação de técnicos, supervisão da qualidade dos serviços e validação de reagentes antes da sua distribuição para todo o país.

Os técnicos explicaram igualmente que o laboratório desempenha um papel central na avaliação de novas tecnologias de diagnóstico, tendo contribuído para a introdução de dispositivos Point of Care, que reduziram de vários dias para cerca de uma hora o tempo necessário para o diagnóstico precoce do HIV em crianças expostas ao vírus.

Outra inovação apresentada foi o uso de cartões separadores de plasma, tecnologia que permite transportar amostras provenientes de zonas remotas sem necessidade de cadeia de frio, melhorando o acesso ao diagnóstico laboratorial.

Os investigadores destacaram ainda que Moçambique prepara-se para introduzir um novo método molecular de diagnóstico do poliovírus, tecnologia considerada mais segura do que os métodos tradicionais baseados em cultura viral e recomendada pela OMS.

Segundo os responsáveis, o país será um dos primeiros em África a adoptar esta abordagem, reforçando a sua posição como referência regional no domínio do diagnóstico molecular.

Durante a visita, o ministro percorreu igualmente as plataformas de sequenciamento genético e acompanhou o ponto de situação das obras do futuro Centro Nacional de Bioinformática e Genómica, projecto que deverá apoiar não apenas o sector da saúde, mas também as áreas da agricultura, pecuária e pescas.

Na ocasião, Isse enalteceu o trabalho desenvolvido pelos investigadores moçambicanos, salientando que o INS dispõe actualmente de cerca de 35 doutorados, 128 mestres e mais de 500 licenciados, factores que, segundo disse, demonstram o investimento do país na formação do capital humano.

“O conhecimento científico produzido aqui deve servir para proteger a saúde dos moçambicanos, orientar as políticas públicas e fortalecer a capacidade nacional de resposta às emergências”, concluiu.

Segundo Isse, a visita permitiu constatar que o país possui capacidade técnica para responder às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), numa altura em que a região africana continua a enfrentar surtos de doenças emergentes.

(AIM)

SNN/pc

 

Fonte: aimnews

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