InícioRevistaInternacionalMundial 2026: Bélgica-Senegal, 3-2 (crónica)

Mundial 2026: Bélgica-Senegal, 3-2 (crónica)

Resumo

Num emocionante jogo de futebol entre a Bélgica e o Senegal, a Bélgica conseguiu uma vitória épica por 3-2, após prolongamento, com um penálti decisivo marcado por Tielemans no último minuto. O Senegal estava a liderar por 2-0, mas a Bélgica conseguiu empatar com golos de Lukaku, Trossard e Tielemans. O capitão Tielemans destacou-se ao marcar dois golos e liderar a equipa, apesar de uma discussão com Trossard durante o jogo. O momento crucial foi o penálti marcado por Tielemans no final do prolongamento, garantindo a vitória e a passagem da Bélgica aos oitavos de final do Mundial.

Foi ali perto do minuto 70. O árbitro tinha dado a habitual pausa para hidratação que entrou na rotina de qualquer jogo, já nem o estranhamos. Os 22 jogadores encaminhavam-se para os bancos, mas dois foram especialmente focados pela transmissão televisiva.

Trossard e Tielemans, colegas de seleção, andavam por ali a trocar argumentos, de cara fechada, de dedo em riste: um colega, alerta para a situação, cercou-se de ambos e separou-os. Não fosse a discussão escalar.

Por essa altura, a Bélgica era uma seleção perdida em campo: o placard marcava 0-2 para um Senegal muito melhor, justamente na frente e com pé e meio nos oitavos de final do Mundial.

A história desta tarde em Seattle parecia escrita: na verdade, só aqui entre nós, nesta crónica, até o estava. Contava-se de forma simples: o Senegal era um justo vencedor – e, após o apito final, apesar das voltas que este jogo deu, até continuaria a sê-lo.

Só que o destino tinha outra coisa escrita – uma vitória belga que alcançou contornos épicos, tal a maneira como surgiu. 3-2, após prolongamento, com um golo de penálti a fechar. Já lá iremos.

A Bélgica não é o que era nos anos de Roberto Martínez, em especial aquele Mundial em 2018 em que ficou no pódio. Já não há Hazard, já não há Kompany, mantêm-se De Bruyne, Lukaku ou Witsel.

O Senegal também já não tem El-Hadji Diouf ou Papa Bouba Diop, estrelas do Mundial de 2002, em que alcançaram os quartos de final, mas, em contrapartida, conta com Mané ou Sarr.

A tarde parecia ser deles. Desde que o árbitro apitou para o início que os africanos mostraram o que têm sido: uma equipa coesa, que espreita o bom futebol, que tem boas individualidades e que, ao minuto 25, inaugurou o marcador por Diarra, lesto na recarga a um cabeceamento de Sarr que bateu no poste.

Na segunda parte, o segundo golo dos africanos, apontado ao minuto 51 por Sarr, não surpreendeu ninguém.

Mas agora, voltemos ao início.

Quando a Bélgica regressou da pausa da hidratação, Tielemans e Trossard já não vinham a discutir, também não vinham abraçados. Vinham talvez com uma muito ténue esperança de que os minutos finais pudessem trazer um milagre.

Ele aconteceu: começou, aponte bem, com Lukaku, ao minuto 86. O ponta de lança, que ainda é, sem dúvidas, dos melhores jogadores desta seleção, que se danem as lesões que o têm assolado, recebeu um passe de Meunier e, de pé direito, marcou.

Depois, aconteceu aquilo que ainda é o motor para qualquer poético do futebol. Trossard e Tielemans, os tais da discussão, fabricaram o empate. Só eles os dois. O primeiro cruzou, o segundo cabeceou para o fundo das redes. 89 minutos e víamos à nossa frente uma metáfora qualquer que nos fez crer que, sim, isso dos milagres ainda é tão bonito no futebol – mesmo que injusto, por vezes.

No prolongamento, pouco se jogou. As duas seleções espreitavam os penáltis. Mas, para fim da história, nada melhor do que dizer-lhe que, no último minuto, o próprio Tielemans ganhou uma grande penalidade que ele mesmo quis assumir, aquele peso todo nos ombros, e tanta, mas tanta classe.

Trossard assistiu a tudo já sentado no banco, mas tenho a certeza de que, sarados os dedos em riste e os desentendimentos, os dois acabaram os dois abraçados a festejar a passagem da Bélgica aos oitavos de final do Mundial.

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A FIGURA: Tielemans

O capitão da Bélgica foi aquilo que se exige a um capitão: o farol da equipa. Marcou dois golos – o segundo e o terceiro – e comandou sempre os colegas. Até a discussão com Trossard ficará esquecida.

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O MOMENTO: Penálti a fechar (120m)

Alertado pelo VAR, Saíd Martínez foi ver um lance que envolvia Camará e Tielemans. Analisadas as imagens, o árbitro não hesitou em marcar um penálti, ao cair do pano, que daria a vitória – e a passagem à próxima fase – à Bélgica.

 

Fonte: TVI

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