InícioRevistaInternacionalMundial 2026: Espanha-Bélgica, 2-1 (crónica)

Mundial 2026: Espanha-Bélgica, 2-1 (crónica)

A Espanha voltou a resolver um jogo grande nos instantes finais e garantiu um lugar nas meias-finais do Mundial 2026, ao vencer a Bélgica por 2-1, em Los Angeles. Depois de eliminar Portugal nos oitavos de final, a seleção de Luis de la Fuente encontrou resistência dos belgas, mas voltou a sorrir graças ao «suspeito do costume»: Mikel Merino, que, tal como diante da equipa das quinas, saiu do banco para marcar o golo decisivo perto dos 90 minutos. Segue-se agora um duelo ibérico-francês frente à vice-campeã mundial.

No primeiro de dois confrontos 100 por cento europeus destes quartos de final, a Espanha assumiu desde cedo o controlo da posse de bola e empurrou a Bélgica para junto da sua área. A equipa de Rudi García ainda sofreu um revés antes do apito inicial, quando Youri Tielemans se lesionou no aquecimento e foi substituído por Vanaken no meio-campo belga.

A superioridade espanhola começou a traduzir-se em oportunidades. Aos 11 minutos, Rodri apareceu à entrada da área para disparar com força, mas viu o remate ser bloqueado por um defesa. Pouco depois, Cubarsí rasgou a linha defensiva com um passe de excelência para Baena, que rematou já dentro da área. A bola desviou num adversário e o espanhol ainda reclamou uma mão na bola, mas Michael Oliver mandou seguir.

A Bélgica mostrava dificuldades para sair a jogar e, aos 22 minutos, Raskin perdeu a bola em zona proibida. Lamine Yamal aproveitou o presente, puxou para o pé esquerdo e tentou colocar junto ao poste, mas falhou o alvo por escassos centímetros.

O golo espanhol acabou por surgir à meia hora e fez inteira justiça ao que se passava no relvado. Yamal descobriu Pedro Porro na direita, o lateral cruzou rasteiro para Dani Olmo, Courtois respondeu com uma excelente defesa, mas nada pôde fazer na recarga de Fabián Ruiz, que inaugurou o marcador. O guarda-redes belga voltou a impedir o segundo pouco depois, ao defender um livre venenoso de Yamal.

Quando tudo apontava para uma vantagem espanhola ao intervalo, a Bélgica encontrou ouro na primeira oportunidade clara. Aos 41 minutos, Castagne desenhou um cruzamento perfeito para a área e De Ketelaere surgiu nas costas da defesa para cabecear sem hipóteses para Unai Simón. Além do empate, o avançado colocou um ponto final na impressionante série de 650 minutos sem sofrer golos da Espanha na prova.

O empate deu outra confiança aos belgas após o descanso, embora a Espanha tenha regressado determinada em recuperar a vantagem. A Bélgica respondeu com uma boa combinação entre Doku e De Bruyne, terminada com um remate de Cuyper à malha lateral.

Do outro lado, Courtois continuava a ser o principal obstáculo espanhol. Primeiro saiu de forma corajosa a um cruzamento de Yamal, depois travou Oyarzabal com mais uma intervenção decisiva, mantendo a Bélgica viva na discussão do encontro.

O cenário complicou-se para os «Diabos Vermelhos» aos 71 minutos, quando o próprio guardião belga se sentou no relvado, lesionado, e teve de abandonar a partida. Rudi García lançou Lammens, estreante em Campeonatos do Mundo, precisamente na fase mais delicada do encontro.

Quando tudo apontava para o prolongamento, a Espanha voltou a resolver a questão nos instantes finais. Aos 88 minutos, Cubarsí arriscou de longe e obrigou Lammens a uma defesa incompleta. O jovem guarda-redes belga não conseguiu agarrar nem afastar o remate para zona segura, deixando a bola à mercê de Mikel Merino, que apareceu no sítio certo para empurrar para o fundo das redes e repetir o papel de herói que já tivera frente a Portugal.

A Bélgica ainda tentou responder nos descontos. Saelemaekers escapou pela esquerda, contornou Unai Simón e serviu Lukaku para o empate, mas Laporte apareceu sobre a linha com um corte extraordinário que selou a qualificação espanhola.

A Espanha segue, assim, para as meias-finais, onde vai medir forças com a França. Já a Bélgica despede-se do Mundial e, muito provavelmente, fecha também o ciclo da sua «geração de ouro», com Kevin De Bruyne, Axel Witsel, Romelu Lukaku e Thibaut Courtois a dizerem adeus ao sonho mundial.

Mikel Merino precisou de apenas dois minutos em campo para aproveitar uma defesa incompleta de Lammens e voltar a decidir uma eliminatória para a Espanha, depois de já o ter feito frente a Portugal.

Voltou a sair do banco para decidir uma eliminatória. Tal como frente a Portugal, o médio espanhol apareceu no momento certo para aproveitar e marcar o golo que colocou a Espanha nas meias-finais. Foram 115 segundos em campo para voltar a assumir o papel de herói da «roja», confirmando-se como a arma secreta de Luis de la Fuente nos momentos decisivos deste Mundial.

 

Fonte: TVI

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