Este é daqueles jogos com emoções claramente distintas. Uma eliminação do Mundial dói sempre, mas ser eliminado na «lotaria» das grandes penalidades deixa marca. Após um nulo ao fim de 120 minutos, a Suíça foi mais eficaz e Rubén Vargas confirmou a passagem dos helvéticos aos «quartos» da competição, deixando para trás a Colômbia.
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As duas equipas entraram em campo a saber do resultado da Argentina, precisamente o adversário nos «quartos» do Mundial 2026.
Muitas faltas, passes falhados e alguns minutos de nervosismo nas duas equipas, de tal forma que a primeira ocasião de golo surgiu apenas a meio do primeiro tempo. Puerta recebeu a bola à entrada da área e obrigou o guarda-redes uma defesa de recurso.
Este momento fez com que as coisas animassem um pouco e a Suíça respondeu na mesma moeda, graças a alguma passividade no setor defensivo da equipa orientada por Nestor Lorenzo. Na cara do golo, Rieder permitiu a Vargas encher a baliza e evitar de forma sensacional o 1-0 a favor dos helvéticos.
O nulo justificava-se ao intervalo, face à pouca criação de lances perigosos junto de ambas as balizas. Dos balneários, a Suíça regressou mais autoritária e teve nos pés de Sow a oportunidade para se colocar em vantagem. Faltou (muita) pontaria ao jogador do Sevilha.
Quem assistia ao jogo adivinhou desde cedo que o jogo poderia necessitar de 30 minutos extra e foi isso mesmo que aconteceu. De resto, este acabou por ser o único jogo dos «oitavos» que chegou ao prolongamento. Curiosamente (ou não), a melhor ocasião do jogo surgiu precisamente nesta fase.
Na sequência de um pontapé de canto, Davinson Sánchez foi às alturas cabecear com um estrondo à trave da baliza defendida por Kobel. O guardião esteve em bom plano três minutos depois, ao defender o remate de Campaz, que tentou a sorte de muito longe e quase era feliz.
Campaz não se livra de voltar a ser mencionado nesta crónica, já que desperdiçou uma ocasião flagrante de golo. Os adeptos levaram as mãos à cabeça e Nestor Lorenzo parecia estar a antever o que aí vinha. Foi preciso recorrer à marca dos onze metros e acabou por ser melhor a Suíça. 72 anos depois, os helvéticos estão nos quartos de final de um Campeonato do Mundo. Que venha a Argentina.
No meio de um jogo marcado por muito nervosismo e pouco acerto à frente da baliza, o avançado do Sevilha mostrou frieza no penálti decisivo e atirou a Suíça para os «quartos» do Mundial 2026, em que vai medir forças com a Argentina.
Será difícil para o próprio atleta colocar por palavras o que lhe passou pela cabeça naquele momento. Já na segunda parte do prolongamento, Campaz teve nos pés a possibilidade de dar a vitória à Colômbia, só que a bola saiu muito por cima e os adeptos receberam um enorme balde de água fria.
Fonte: TVI





