InícioRevistaPolíticaNova Chancelaria de Moçambique na Tanzânia preserva legado de Eduardo Mondlane

Nova Chancelaria de Moçambique na Tanzânia preserva legado de Eduardo Mondlane

Resumo

Dar es Salaam (Tanzânia), 04 Jul (AIM) – A futura Chancelaria do Alto Comissariado de Moçambique na Tanzânia está a ser construída no local onde viveu Eduardo Mondlane, fundador da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), numa iniciativa que alia a instalação da representação diplomática moçambicana à preservação de um dos mais emblemáticos espaços da luta de libertação nacional O facto foi destacado esta sexta-feira pelo Presidente da República, Daniel Chapo, durante uma visita às obras da futura missão diplomática, em Oyster Bay, Dar es Salaam, onde se situava a antiga residência da família Mondlane Segundo o Alto-Comissário de Moçambique na Tanzânia, Ricardo Mtumbuida, a escolha daquele local reflecte o compromisso de preservar a memória de um dos principais arquitectos da independência nacional “Foi quem iniciou o nosso processo de libertação Ele viveu aqui, iniciou a luta armada de libertação nacional aqui e foi morto estando aqui Uma maneira de preservarmos esta casa é fazermos aqui a nossa embaixada”, afirmou Mtumbuida explicou que o projecto contempla igualmente a instalação de um busto de Eduardo Mondlane no recinto da futura Chancelaria, valorizando a dimensão histórica do espaço e permitindo que as futuras gerações conheçam o seu significado Acrescentou que a antiga residência de Mondlane será preservada e integrada no complexo diplomático, transformando-se num espaço de memória dedicado à história da luta de libertação nacional “Assim preservamos a história desta casa”, sublinhou As obras tiveram início em Maio do corrente ano e deverão estar concluídas em Julho de 2028 O empreendimento ocupa uma área de cerca de 3 868 metros quadrados e acolherá as futuras instalações do Alto Comissariado de Moçambique na Tanzânia Durante a visita, Eduardo Mondlane Júnior recordou que a propriedade foi adquirida pelos seus pais em 1962 e desempenhou, ao longo da década seguinte, um papel determinante na história da luta de libertação “Não foi apenas a casa da nossa família, mas também parte da história moderna de Moçambique durante a luta de libertação”, afirmou Segundo Mondlane Júnior, a nova Chancelaria será erguida precisamente onde funcionou o centro de comunicações da FRELIMO, considerado uma infra-estrutura vital para a coordenação das operações do movimento “Era uma linha vital para o nosso movimento, ligando a liderança aqui instalada aos centros operacionais no interior de Moçambique”, explicou Acrescentou que a residência servia igualmente de ponto de encontro da liderança da FRELIMO, onde eram debatidas estratégias e tomadas decisões fundamentais para o avanço da luta contra o colonialismo “Esta casa era muito mais do que a nossa residência familiar”, declarou O filho do fundador da FRELIMO descreveu ainda a visita como um regresso às raízes familiares e à memória de um período marcante da história comum entre Moçambique e a Tanzânia “Para a nossa família, isto não é apenas um regresso a uma casa É um regresso às nossas raízes”, afirmou Após a visita às obras da futura Chancelaria, o Presidente Daniel Chapo deslocou-se à residência de Maria Nyerere para cumprimentar a viúva do antigo Presidente tanzaniano Julius Nyerere, uma das figuras mais influentes no apoio aos movimentos de libertação da África (AIM) NL/pc Fonte: aimnews

Dar es Salaam (Tanzânia), 04 Jul (AIM) – A futura Chancelaria do Alto Comissariado de Moçambique na Tanzânia está a ser construída no local onde viveu Eduardo Mondlane, fundador da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), numa iniciativa que alia a instalação da representação diplomática moçambicana à preservação de um dos mais emblemáticos espaços da luta de libertação nacional.

O facto foi destacado esta sexta-feira pelo Presidente da República, Daniel Chapo, durante uma visita às obras da futura missão diplomática, em Oyster Bay, Dar es Salaam, onde se situava a antiga residência da família Mondlane.

Segundo o Alto-Comissário de Moçambique na Tanzânia, Ricardo Mtumbuida, a escolha daquele local reflecte o compromisso de preservar a memória de um dos principais arquitectos da independência nacional.

“Foi quem iniciou o nosso processo de libertação. Ele viveu aqui, iniciou a luta armada de libertação nacional aqui e foi morto estando aqui. Uma maneira de preservarmos esta casa é fazermos aqui a nossa embaixada”, afirmou.

Mtumbuida explicou que o projecto contempla igualmente a instalação de um busto de Eduardo Mondlane no recinto da futura Chancelaria, valorizando a dimensão histórica do espaço e permitindo que as futuras gerações conheçam o seu significado.

Acrescentou que a antiga residência de Mondlane será preservada e integrada no complexo diplomático, transformando-se num espaço de memória dedicado à história da luta de libertação nacional.

“Assim preservamos a história desta casa”, sublinhou.

As obras tiveram início em Maio do corrente ano e deverão estar concluídas em Julho de 2028. O empreendimento ocupa uma área de cerca de 3.868 metros quadrados e acolherá as futuras instalações do Alto Comissariado de Moçambique na Tanzânia.

Durante a visita, Eduardo Mondlane Júnior recordou que a propriedade foi adquirida pelos seus pais em 1962 e desempenhou, ao longo da década seguinte, um papel determinante na história da luta de libertação.

“Não foi apenas a casa da nossa família, mas também parte da história moderna de Moçambique durante a luta de libertação”, afirmou.

Segundo Mondlane Júnior, a nova Chancelaria será erguida precisamente onde funcionou o centro de comunicações da FRELIMO, considerado uma infra-estrutura vital para a coordenação das operações do movimento.

“Era uma linha vital para o nosso movimento, ligando a liderança aqui instalada aos centros operacionais no interior de Moçambique”, explicou.

Acrescentou que a residência servia igualmente de ponto de encontro da liderança da FRELIMO, onde eram debatidas estratégias e tomadas decisões fundamentais para o avanço da luta contra o colonialismo.

“Esta casa era muito mais do que a nossa residência familiar”, declarou.

O filho do fundador da FRELIMO descreveu ainda a visita como um regresso às raízes familiares e à memória de um período marcante da história comum entre Moçambique e a Tanzânia.

“Para a nossa família, isto não é apenas um regresso a uma casa. É um regresso às nossas raízes”, afirmou.

Após a visita às obras da futura Chancelaria, o Presidente Daniel Chapo deslocou-se à residência de Maria Nyerere para cumprimentar a viúva do antigo Presidente tanzaniano Julius Nyerere, uma das figuras mais influentes no apoio aos movimentos de libertação da África

(AIM)
NL/pc

 

Fonte: aimnews

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, digite seu nome aqui
Por favor digite seu comentário!

- Advertisment -spot_img

Últimas Postagens

Ronaldo conta história com assistente de bordo argentina

0
Cristiano Ronaldo surgiu bem disposto na conferência de imprensa anterior ao jogo com a Espanha, e embora nao tenha deixado de enviar alguns ataques...
- Advertisment -spot_img