O mercado está estagnado, e de facto, parece que as fabricantes já não sabem muito bem o que fazer para convencer o consumidor. A Google vai meter umas luzinhas na traseira dos novos Pixel 11, a Nothing já tentou meter pequenos ecrãs LED, e a Xiaomi até já tentou meter o mesmo exato ecrã que se mete nos dobráveis Flip, na traseira de alguns dos seus aparelhos flagship. Mas nada parece convencer o consumidor. Nada parece transformativo o suficiente.
Agora, vamos também ver novos dobráveis com o formato de passaporte em vez de livro, o que poderá ser mais interessante, porque muda o formato em dois sentidos. Quando está aberto, e claro, quando está fechado. Isto porque o smartphone Fold Wide tem de ser mais largo e menos alto para resultar aberto.
Depois de tudo isto, temos ainda a Honor e a Oppo a experimentar com formatos diferentes não dobráveis, e se calhar… É aqui que está o ouro.
Se tudo parece igual, porque não mudar o formato? Porque não mudar a forma como se mexe num smartphone? Pode correr mal, mas num mercado em que a Apple, Samsung e Xiaomi dominam tudo e deixam tão pouco para as outras, não fará sentido arriscar?

Se pensarmos bem, as marcas mais pequenas não têm rigorosamente nada a perder. Continuar a lançar o mesmo retângulo de vidro preto ano após ano, esperando vencer a Samsung ou a Apple no seu próprio jogo, é pedir para que tudo corra mal. É aí que as alternativas conceituais, como os ecrãs roláveis ou os formatos assimétricos que a OPPO tem patenteado, deixam de parecer maluquice e passam a fazer todo o sentido.
O consumidor está farto de pagar uma pipa de massa por atualizações de software disfarçadas de novos telemóveis. Queremos algo que nos meta água na boca e que mude, de verdade, a forma como interagimos com a tecnologia no dia a dia. Se o futuro passa por smartphones que esticam ou por designs que desafiam o que dita a Apple, que venham eles. Pelo menos saímos desta pasmaceira cinzenta.
No fundo, quem não arrisca morre na praia. E neste momento, a indústria precisa de um abanão urgente antes que o público desista de olhar para as novidades.
Fonte: Zero Zero






