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Papa nomeia novo administrador após homicídio do bispo de Quelimane em Moçambique

Resumo

O Papa nomeou o bispo Estêvão Fernando como administrador da Diocese de Quelimane e o bispo António Constantino como administrador apostólico da Arquidiocese da Beira, após o homicídio do bispo Osório Afonso em Moçambique. O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, prometeu uma investigação rigorosa para encontrar os responsáveis pelo crime, que já resultou na detenção de três suspeitos. A morte de Osório Citora gerou condenação nacional e internacional, com apelos à transparência na investigação. Osório Citora Afonso era uma figura proeminente na Igreja Católica moçambicana, tendo sido nomeado bispo de Quelimane em 2025 e administrador apostólico da Arquidiocese da Beira em 2026.

O Papa nomeou o bispo Estêvão Fernando para administrador da Diocese de Quelimane e indicou o bispo António Constantino para administrador apostólico da Arquidiocese da Beira, após o homicídio do bispo Osório Afonso, anunciou esta sexta-feira fonte oficial.

Em comunicado, a Conferência Episcopal de Moçambique (CEM) anunciou que o Papa Leão XIV nomeou o bispo Estêvão Fernando, atual bispo da Diocese do Alto Molócuè, para exercer também as funções de administrador da Diocese de Quelimane e, no mesmo despacho, indicou António Constantino, atualmente bispo da Diocese de Caia, para também administrar a Arquidiocese da Beira, os dois ocupando funções que antes eram exercidas pelo bispo Osório Afonso, assassinado no sábado.

O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, garantiu uma investigação “rigorosa e célere” para identificar e responsabilizar os envolvidos no homicídio do bispo católico de Quelimane, Osório Citora Afonso.

Falando durante as cerimónias fúnebres do bispo, Daniel Chapo afirmou que o Governo está empenhado em esclarecer o crime e levar à justiça todos os envolvidos no homicídio, que provocou forte consternação na Igreja Católica e na sociedade moçambicana, havendo já três suspeitos detidos.

“Reiteramos às autoridades eclesiásticas, à comunidade cristã e aos moçambicanos em geral a determinação do Governo da República de Moçambique, através do Serviço Nacional de Investigação Criminal e de todas as autoridades da administração da justiça, na investigação rigorosa e célere para a identificação e responsabilização exemplar dos mandantes, autores materiais e morais deste hediondo crime”, disse o chefe de Estado, em Quelimane, centro do país.

Na quinta-feira, a polícia confirmou a detenção de três potenciais suspeitos do homicídio do bispo, de 54 anos. Em conferência de imprensa, o representante provincial do Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic) na Zambézia, Domingos Barrone, disse que os detidos se encontram em prisão preventiva por ordem judicial enquanto prosseguem as investigações.

Segundo o Sernic, homens armados terão escalado o muro da residência episcopal na madrugada de sábado, neutralizado o sistema de segurança e disparado contra o prelado, que morreu no local.

A morte de Osório Citora gerou reações de condenação dentro e fora de Moçambique. A Conferência Episcopal de Moçambique classificou o caso como um “crime gravíssimo”, enquanto a União Europeia, o Papa Leão XIV, o Simpósio das Conferências Episcopais de África e Madagáscar, a Ordem dos Advogados de Moçambique e diversas figuras políticas nacionais defenderam uma investigação transparente e o rápido esclarecimento das circunstâncias do homicídio.

Membro do Instituto dos Missionários da Consolata, Osório Citora Afonso foi nomeado bispo da Diocese de Quelimane em julho de 2025 e, em abril deste ano, assumiu também as funções de administrador apostólico da Arquidiocese da Beira, por nomeação do Papa Leão XIV, tornando-se uma das principais figuras da Igreja Católica moçambicana.

 

Fonte: Observador

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