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Passas mais tempo a escolher do que a ver? Contorna o menu da Netflix

Já aconteceu a toda a gente: sentas-te no sofá com uma hora e meia livre, abres a Netflix e, quarenta minutos depois, ainda estás a fazer scroll no mesmo carrossel de sempre sem decidir nada. O problema raramente é falta de conteúdo. É que aquilo que a plataforma te mostra na página inicial é uma fatia minúscula do catálogo, escolhida por um algoritmo que te vai empurrando sempre para o mesmo tipo de coisas. Mas podes contornar o menu da Netflix.

A página inicial que vês não é o catálogo: é uma montra personalizada. Os títulos que apareceram porque viste algo parecido há três meses continuam a ocupar espaço, enquanto categorias inteiras ficam escondidas por não encaixarem no teu perfil.

Netflix greve, filme escaldante

A forma mais eficaz de sair desta bolha é usar as categorias detalhadas em vez dos menus principais. A Netflix organiza o catálogo em centenas de subgéneros muito específicos, bem mais granulares do que “Comédia” ou “Ação”, e a maior parte deles nunca te é mostrada. Procurar diretamente por esses subgéneros, em vez de navegar pelos separadores, abre-te partes do catálogo que provavelmente nunca viste.

A caixa de pesquisa costuma servir apenas para procurar títulos que já conhecemos, mas funciona muito melhor como ferramenta de descoberta. Escrever um género, um ano, um país ou um nome de realizador devolve listas bastante diferentes daquilo que a página inicial oferece. Pesquisar por cinema de um país específico, por exemplo, é das formas mais rápidas de encontrar coisas boas que o algoritmo nunca te sugeriria.

Se partilhas a conta em casa, o teu histórico anda provavelmente misturado com o de mais alguém, e é por isso que as sugestões parecem cada vez menos tuas. Criar perfis separados resolve isto e melhora as recomendações de toda a gente.

E há uma jogada mais radical: criar um perfil novo, limpo, para um tipo de conteúdo específico. Um perfil só para documentários ou só para cinema antigo mantém o histórico separado e faz com que as sugestões desse perfil se afinem muito mais, em vez de um algoritmo confuso a tentar servir cinco gostos diferentes ao mesmo tempo.

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O conselho menos tecnológico é o que mais funciona. A indecisão nasce de abrir a aplicação sem ideia nenhuma e esperar que ela decida por ti. Manter uma lista própria, na função de guardados da plataforma, ou até numa nota do telemóvel onde vais apontando o que te recomendam transforma a escolha de quarenta minutos numa escolha de trinta segundos.

Vale a pena limpar essa lista de vez em quando. Uma lista com duzentos títulos acumulados durante anos causa exatamente a mesma paralisia que o menu que estavas a tentar evitar.

Considera que talvez o problema não seja a escolha, mas o serviço. Se todos os meses passas mais tempo a procurar do que a ver, e se o catálogo que te interessa está sobretudo noutro sítio, a decisão útil não passa por otimizar a navegação. Assim é mudar de plataforma durante uns meses e voltar quando houver estreias que justifiquem.

 

Fonte: Zero Zero

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