Maputo, 25 de Agosto (AIM) – O Programa Mundial para a Alimentação (PMA) e a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) estabeleceram, esta terça-feira, em Maputo, uma parceria com vista a combater a má nutrição e a fome que afectam algumas regiões do país.
Segundo a oficial da área de Resiliência, Nutrição e Alimentação do PMA, Edna Pasolo, o encontro serviu para identificar áreas de parceria destinadas a apoiar os esforços do Governo moçambicano e de outros actores da sociedade na luta contra a má nutrição e a fome, bem como na melhoria da segurança alimentar das populações.
“Especificamente, a criação da resiliência das populações que vivem mais o problema da insegurança alimentar por causa dos choques, não só climáticos, mas também de outros tipos”, disse.
Pasolo referiu que, durante o encontro, foram identificadas áreas concretas de cooperação, tendo as duas partes reconhecido a importância do seu papel como actores-chave no apoio à melhoria da nutrição, segurança alimentar e resiliência.
Segundo a responsável, a insegurança alimentar e a má nutrição constituem factores que condicionam o crescimento económico.
Questionada sobre o plano de mobilização de 32 milhões de dólares norte-americanos para apoiar as vítimas das recentes cheias e inundações que afectaram a zona sul do país, Pasolo explicou que, através da parceria entre o Governo e outras agências e organizações, foi possível garantir uma resposta imediata.
Informou que foi prestada assistência alimentar e logística, permitindo responder às diferentes necessidades das pessoas afectadas pelas cheias.
“Nós continuamos comprometidos com os mais afectados em Cabo Delgado. Realmente, o PMA e outras organizações, não só em Moçambique, mas a nível global, sofreram uma redução significativa de financiamento”, disse.
Perante este cenário, o PMA optou por identificar e priorizar as famílias mais vulneráveis, que, sem apoio, não conseguem fazer face às suas necessidades básicas.
Outro aspecto destacado foi a criação de capacidades locais, em parceria com o sector privado, com vista a dotar as famílias mais vulneráveis de condições para gerar emprego e meios de subsistência.
Por sua vez, o director executivo adjunto da CTA, Eduardo Macuacúa, explicou que o PMA tem trabalhado com o sector privado através da aquisição local de produtos agrícolas para responder aos programas humanitários em todo o país.
“Este encontro serviu para reforçar as nossas relações. Queremos sair da agenda humanitária e avançar para uma agenda de resiliência, no sentido de aumentar a capacidade produtiva, fortificar os alimentos e melhorar a sua distribuição a nível nacional”, disse.
A parceria entre o PMA e a CTA deverá contribuir para o reforço das relações entre as duas instituições, com enfoque no aumento da produção agrícola, aquisição de equipamentos que cumpram as especificações exigidas e redução das importações.
Por outro lado, a parceria permitirá desenvolver acções de advocacia e capacitação das comunidades na preparação de alimentos, bem como melhorar a área de compras para os programas de alimentação escolar, tendo em conta o papel da CTA na disponibilização e entrega destes alimentos.
(AIM)
MR/pc
Fonte: aimnews







