Por: Virgílio Timana
Portugal foi eliminado do Campeonato do Mundo na noite de segunda-feira, ao perder por 1-0 diante da Espanha, num encontro decidido apenas nos descontos por Mikel Merino. O resultado encerra a campanha da seleção nacional na competição e poderá marcar o fim de um ciclo na equipa das quinas, numa noite em que Cristiano Ronaldo confirmou ter disputado o seu último Campeonato do Mundo.
O único golo da partida surgiu aos 90+1 minutos, quando Mikel Merino correspondeu da melhor forma a uma assistência de Ferran Torres e bateu a defensiva portuguesa, desfazendo o equilíbrio que prevalecera ao longo do encontro.
Portugal entrou determinado e dispôs da melhor oportunidade da primeira parte aos 41 minutos, quando Nuno Mendes acertou na trave. Após o intervalo, porém, a seleção nacional perdeu capacidade ofensiva e terminou os últimos 45 minutos sem qualquer remate enquadrado com a baliza espanhola, permitindo à Espanha assumir maior controlo do jogo até chegar ao golo decisivo já nos instantes finais.
No final da partida, Cristiano Ronaldo foi questionado sobre o futuro internacional e recusou confirmar se o encontro frente à Espanha representou a sua despedida definitiva da seleção portuguesa. O capitão explicou que não pretende tomar uma decisão influenciada pelas emoções do momento. "Não posso confirmar se este foi o meu último jogo pela seleção nacional ou não. Não tomo as minhas decisões no calor do momento ou com base nas emoções. Não é isso que importa agora."
Apesar da prudência quanto ao futuro na seleção, Ronaldo foi perentório ao confirmar que não voltará a disputar um Campeonato do Mundo. "Foi a minha última Copa do Mundo, sim."
A eliminação encerra, assim, a sexta participação mundialista do avançado português, uma das figuras mais marcantes da história da competição e do futebol internacional.
Entretanto, o jornalista Fabrizio Romano avançou que Roberto Martínez deverá deixar o comando técnico da seleção portuguesa na sequência da eliminação. Até ao momento, a Federação Portuguesa de Futebol não confirmou oficialmente qualquer alteração na liderança da equipa técnica.
Enquanto Portugal se despedia da competição, a Bélgica garantiu o apuramento para os quartos de final ao vencer os Estados Unidos por 4-1, num encontro disputado no Lumen Field.
Charles De Ketelaere inaugurou o marcador aos nove minutos, antes de Malik Tillman restabelecer a igualdade aos 31, na conversão de um livre directo. A resposta belga foi imediata, com De Ketelaere a bisar apenas dois minutos depois, na sequência de uma assistência de Leandro Trossard.
Na segunda parte, Hans Vanaken ampliou a vantagem aos 57 minutos, enquanto Romelu Lukaku fixou o resultado final já no período de compensação, aos 90+3, concluindo uma jogada iniciada por Vanaken.
O encontro ficou igualmente marcado pela controvérsia em torno da utilização de Folarin Balogun. O avançado norte-americano foi autorizado pela FIFA a disputar a partida apesar de ter sido expulso com cartão vermelho directo no jogo anterior frente à Bósnia.
Segundo o The New York Times, a decisão terá surgido após um contacto do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o presidente da FIFA, Gianni Infantino. De acordo com o mesmo jornal, a intervenção ocorreu antes da autorização concedida ao jogador, numa decisão que gerou debate no panorama internacional do futebol.
Apesar da polémica fora das quatro linhas, a Bélgica confirmou a superioridade em campo e assegurou de forma convincente a presença na fase seguinte da competição.
Com a conclusão dos oitavos de final, Espanha e Bélgica irão defrontar-se nos quartos de final do Campeonato do Mundo. O encontro está marcado para o próximo dia 10 de julho, às 21h00, e decidirá uma das seleções que seguirá para as meias-finais da competição, num duelo entre duas das equipas que têm demonstrado maior consistência ao longo da prova.




