Por: Lurdes Almeida
O Presidente da República, Daniel Chapo, participou, ontem, na cidade de Maputo, no culto de encerramento do Sínodo da Igreja Presbiteriana de Moçambique (IPM), edição de 2026, durante o qual destacou o papel das instituições religiosas na promoção da paz, da coesão social e dos valores morais que contribuem para a normalização da sociedade.
O Sínodo, órgão máximo deliberativo da Igreja Presbiteriana de Moçambique, reuniu líderes religiosos e representantes das diversas congregações do país para avaliar o trabalho pastoral desenvolvido, definir as orientações estratégicas da igreja e planificar as acções de evangelização para os próximos anos, com enfoque na promoção da paz, justiça, reconciliação e dignidade humana.
Na sua intervenção, o Chefe do Estado enalteceu o papel histórico desempenhado pelas igrejas na formação espiritual, moral e social dos cidadãos, reconhecendo o seu contributo para a construção de uma sociedade mais harmoniosa e solidária.
"O papel das igrejas é fundamental na moralização da sociedade. Continuem a difundir a mensagem de que tudo é possível com trabalho, fé e oração", afirmou.
Dirigindo-se à Igreja Presbiteriana de Moçambique, Daniel Chapo felicitou a instituição pelo trabalho desenvolvido ao longo dos anos na formação das novas gerações.
"A IPM desempenha um papel histórico na formação espiritual, moral e social do nosso povo. Parabéns à IPM pelos jovens consagrados. Que sejam jovens que inspirem confiança e constituam famílias assentes em valores sólidos", declarou.
O Presidente da República destacou que a construção de uma sociedade harmoniosa constitui uma responsabilidade coletiva, na qual o Estado, as organizações religiosas, as famílias, as escolas e a sociedade civil devem actuar de forma complementar, promovendo valores como a honestidade, integridade, solidariedade, convivência pacífica e o respeito pela dignidade humana.
Na ocasião, foi igualmente sublinhado que a expressão "normalização da sociedade" refere-se ao fortalecimento das condições que permitem aos cidadãos viver em paz, respeitar as leis, resolver divergências por meio do diálogo e cultivar valores que favoreçam o bem comum. Trata-se de um processo que visa consolidar uma cultura de responsabilidade, tolerância, respeito mútuo e unidade nacional.
Ao longo da história de Moçambique, as organizações religiosas têm desempenhado um papel relevante que transcende a dimensão espiritual. Em diferentes momentos, contribuíram para a educação, a assistência social, os cuidados de saúde, a mediação de conflitos e o apoio às populações mais vulneráveis. Em muitas comunidades, sobretudo nas zonas rurais, as igrejas constituem espaços de encontro, aconselhamento, solidariedade e mobilização comunitária, promovendo valores essenciais para a convivência pacífica.
Num contexto marcado por desafios como a violência, a desinformação, a intolerância, a exclusão social e as desigualdades, torna-se fundamental valorizar iniciativas que fortaleçam o diálogo, a reconciliação e a cultura de paz. Neste sentido, as organizações religiosas continuam a afirmar-se como importantes parceiras do Estado na promoção da coesão social e na consolidação de uma sociedade mais estável, inclusiva e comprometida com o desenvolvimento do país.
Durante a cerimónia, um dos responsáveis da igreja destacou a missão cristã de promover a fraternidade entre os povos, afirmando que Moçambique deve continuar a afirmar-se como uma nação de paz, união e esperança.
"Moçambique deve dizer a todos os outros países que somos irmãos e irmãs, mensageiros da paz e do amor de Cristo, que morreu por nós na cruz e venceu a morte", afirmou.
O culto de encerramento do Sínodo decorreu num ambiente de celebração, reflexão e renovação do compromisso da Igreja Presbiteriana de Moçambique com a evangelização, o fortalecimento dos valores cristãos e a promoção do desenvolvimento espiritual e social das comunidades.






