Resumo
· A Inteligência Artificial (IA) está a transformar o setor financeiro a um ritmo que os reguladores já não conseguem acompanhar O alerta foi deixado por vários responsáveis europeus, que defendem uma abordagem mais ágil para garantir a estabilidade dos mercados sem travar a inovação A rápida evolução da IA continua a levantar questões sobre a forma como deve ser regulada Durante o encontro anual do Banco Central Europeu (BCE), realizado em Sintra, esta semana, alguns dos principais responsáveis pela supervisão financeira europeia reconheceram que o atual modelo de criação de regras pode já não ser suficiente para acompanhar o desenvolvimento desta tecnologia Conforme citado pela CNBC, um dos avisos mais claros foi dado por Nikhil Rathi, diretor-executivo da Autoridade de Conduta Financeira do Reino Unido (em inglês, FCA), que considera que os processos tradicionais de regulamentação deixaram de acompanhar o ritmo da inovação Segundo o responsável, enquanto a criação de novas regras pode demorar anos, astecnologias de IA evoluem em poucos meses ou até semanas Por isso, defende uma maior colaboração entre reguladores, empresas e especialistas para identificar riscos e responder de forma mais rápida aos desafios que vão surgindo Ao mesmo tempo, destacou iniciativas como o AI Safety Institute, criado no Reino Unido, que pretende apoiar o desenvolvimento seguro da IA e melhorar o conhecimento sobre os seus potenciais impactos Nikhil Rathi, diretor-executivo da FCA do Reino Unido Crédito: A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, reconheceu que a IA representa uma oportunidade importante para aumentar a produtividade e impulsionar o crescimento económico No entanto, alertou que a tecnologia também introduz riscos que podem ser mais difíceis de controlar do que as ameaças tradicionais de cibersegurança Na sua perspetiva, a velocidade a que os modelos de IA estão a evoluir está a superar a capacidade de desenvolver mecanismos de defesa adequados, exigindo novos investimentos e uma resposta mais eficaz por parte das instituições Também Sarah Breeden, vice-governadora do Banco de Inglaterra, chamou a atenção para o impacto que os sistemas de IA autónomos poderão ter nos mercados financeiros < p id="caption-attachment-1127975" class="wp-caption-text">Sarah Breeden no Instituto de Finanças Internacionais durante as reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, em Washington, DC Crédito: Kent Nishimura/ Atualmente, estas ferramentas são utilizadas sobretudo em tarefas de investigação e apoio à decisão, mas a sua utilização poderárapidamente estender-se a operações de negociação mais complexas Nesse cenário, a responsável considera que poderá ser necessário implementar mecanismos semelhantes aos atuais circuit breakers das bolsas, capazes de interromper automaticamente as transações caso modelos de IA defeituosos provoquem movimentos anormais ou coloquem em risco a estabilidade dos mercados Apesar das preocupações, os responsáveis europeus não defendem um abrandamento da adoção da IA Pelo contrário, reconhecem que a Europa continua atrás de outras regiões, como os Estados Unidos e a China, no desenvolvimento de empresas e tecnologias de ponta nesta área O desafio passa, por isso, por encontrar um equilíbrio entre incentivar a inovação e garantir que os riscos associados à IA são identificados e controlados antes de afetarem a integridade dos mercados financeiros A mensagem deixada em Sintra é que a IA continuará a desempenhar um papel cada vez mais relevante na economia, mas a regulação terá de se tornar mais rápida, flexível e adaptável para acompanhar uma tecnologia que evolui a um ritmo sem precedentes Fonte: Pplware
A Inteligência Artificial (IA) está a transformar o setor financeiro a um ritmo que os reguladores já não conseguem acompanhar. O alerta foi deixado por vários responsáveis europeus, que defendem uma abordagem mais ágil para garantir a estabilidade dos mercados sem travar a inovação.
A rápida evolução da IA continua a levantar questões sobre a forma como deve ser regulada.
Durante o encontro anual do Banco Central Europeu (BCE), realizado em Sintra, esta semana, alguns dos principais responsáveis pela supervisão financeira europeia reconheceram que o atual modelo de criação de regras pode já não ser suficiente para acompanhar o desenvolvimento desta tecnologia.
Conforme citado pela CNBC, um dos avisos mais claros foi dado por Nikhil Rathi, diretor-executivo da Autoridade de Conduta Financeira do Reino Unido (em inglês, FCA), que considera que os processos tradicionais de regulamentação deixaram de acompanhar o ritmo da inovação.
Segundo o responsável, enquanto a criação de novas regras pode demorar anos, astecnologias de IA evoluem em poucos meses ou até semanas.
Por isso, defende uma maior colaboração entre reguladores, empresas e especialistas para identificar riscos e responder de forma mais rápida aos desafios que vão surgindo.
Ao mesmo tempo, destacou iniciativas como o AI Safety Institute, criado no Reino Unido, que pretende apoiar o desenvolvimento seguro da IA e melhorar o conhecimento sobre os seus potenciais impactos.
Nikhil Rathi, diretor-executivo da FCA do Reino Unido. Crédito:
A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, reconheceu que a IA representa uma oportunidade importante para aumentar a produtividade e impulsionar o crescimento económico.
No entanto, alertou que a tecnologia também introduz riscos que podem ser mais difíceis de controlar do que as ameaças tradicionais de cibersegurança.
Na sua perspetiva, a velocidade a que os modelos de IA estão a evoluir está a superar a capacidade de desenvolver mecanismos de defesa adequados, exigindo novos investimentos e uma resposta mais eficaz por parte das instituições.
Também Sarah Breeden, vice-governadora do Banco de Inglaterra, chamou a atenção para o impacto que os sistemas de IA autónomos poderão ter nos mercados financeiros.
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p id="caption-attachment-1127975" class="wp-caption-text">Sarah Breeden no Instituto de Finanças Internacionais durante as reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, em Washington, DC. Crédito: Kent Nishimura/
Atualmente, estas ferramentas são utilizadas sobretudo em tarefas de investigação e apoio à decisão, mas a sua utilização poderárapidamente estender-se a operações de negociação mais complexas.
Nesse cenário, a responsável considera que poderá ser necessário implementar mecanismos semelhantes aos atuais circuit breakers das bolsas, capazes de interromper automaticamente as transações caso modelos de IA defeituosos provoquem movimentos anormais ou coloquem em risco a estabilidade dos mercados.
Apesar das preocupações, os responsáveis europeus não defendem um abrandamento da adoção da IA. Pelo contrário, reconhecem que a Europa continua atrás de outras regiões, como os Estados Unidos e a China, no desenvolvimento de empresas e tecnologias de ponta nesta área.
O desafio passa, por isso, por encontrar um equilíbrio entre incentivar a inovação e garantir que os riscos associados à IA são identificados e controlados antes de afetarem a integridade dos mercados financeiros.
A mensagem deixada em Sintra é que a IA continuará a desempenhar um papel cada vez mais relevante na economia, mas a regulação terá de se tornar mais rápida, flexível e adaptável para acompanhar uma tecnologia que evolui a um ritmo sem precedentes.
Fonte: Pplware






