A principal agência de segurança interna da Rússia afirmou hoje que Pavel Durov, fundador da aplicação de mensagens Telegram, foi acusado de "cumplicidade com o terrorismo" e incluído numa lista internacional de procurados.
Num comunicado, o Serviço Federal de Segurança, também conhecido como FSB, acusou a administração do Telegram de não remover "numerosos canais, ‘chats’ e ‘bots’" que são "utilizados ativamente por agências de informações ucranianas, organizações terroristas e extremistas para preparar e coordenar atos de sabotagem e terrorismo, assassinatos em massa e fraudes cibernéticas" na Rússia, o que resultou em "numerosas vítimas humanas".
A agência acusou os serviços de segurança ucranianos de utilizarem um popular ‘chatbot’ de encontros no Telegram para atrair e recrutar russos para “atividades de sabotagem e terroristas”, sublinhando que 46 utilizadores do ‘chatbot’, com idades entre os 12 e os 22 anos, foram detidos em toda a Rússia desde julho de 2025.
Estas medidas fazem parte de um esforço a longo prazo para colocar a internet sob o controlo total do Kremlin, que se intensificou desde que Moscovo lançou a sua invasão em grande escala na Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022.
Em reação, o Telegram publicou na sua conta no X uma fotografia de Durov a mostrar o dedo do meio:
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Durov - que nasceu e iniciou a sua carreira na Rússia, mas depois se mudou para o estrangeiro - anunciou no início deste ano que as autoridades russas abriram uma investigação criminal contra ele, acusando os responsáveis russos de fabricarem pretextos para restringir o acesso ao Telegram, numa tentativa de "suprimir o direito à privacidade e à liberdade de expressão".
Se for condenado, Durov pode enfrentar uma pena de prisão perpétua na Rússia.
Diversas plataformas populares de redes sociais, como o Facebook, Instagram e X, foram banidas na Rússia. O YouTube teve a sua velocidade reduzida, aplicações populares de mensagens, como o Signal e o Viber, foram bloqueadas, e as mais populares — WhatsApp e Telegram — foram restringidas.
Embora ainda seja possível contornar algumas das restrições utilizando serviços de rede privada virtual (VPN), muitos deles também são bloqueados por rotina.
Ao mesmo tempo, a Rússia promove ativamente a aplicação de mensagens "nacional" conhecida como MAX, que, segundo os críticos, pode ser utilizada para controlo.
Fonte: TVI





