InícioNacionalSociedadeTransportadores denunciam exclusão no acesso ao subsídio 

Transportadores denunciam exclusão no acesso ao subsídio 

Resumo

Transportadores na Matola denunciam exclusão nos subsídios devido à crise de combustíveis, apesar de contribuírem com taxas às associações. A FEMATRO nega as acusações, alegando má fé dos denunciantes. As reclamações aumentam devido ao aumento do preço dos combustíveis, com transportadores a questionar a exclusão das listas de associações para receberem os pagamentos. A transparência é exigida, com alguns a considerar recorrer à justiça. A FEMATRO alega falha na comunicação e orienta os proprietários a reunirem documentos para acederem aos subsídios. A federação não tem previsão de quantas transportadoras serão beneficiadas, garantindo que não haverá injustiças. Durante as entrevistas, foi entregue uma intimação a um queixoso por alegada promoção de conflitos no setor.

Transportadores de diversas rotas na Matola denunciam exclusão nos processos de subsídios ao sector, face à crise de combustíveis, apesar de canalizarem taxas às associações. A FEMATRO rejeita as acusações e afirma que se trata de indivíduos mal intencionados. 

Entre paralisações e ajustes unilaterais, há muitas reclamações levantadas pelos transportadores face ao agravamento do preço dos combustíveis. Os subsídios dividem opiniões dos operadores e há, na polémica, grupos que denunciam exclusão nas listas das associações que serão submetidas ao governo para aceder aos pagamentos. 

Os transportadores questionam a exclusão num contexto em que canalizam taxas diárias de 40 meticais as associações filiadas a Federação Moçambicana de Transportadores Rodoviários. E mais, dizem que o custo da inserção nas organizações propicia a informalidade no sector.

Os queixosos que querem transparência das lideranças das associações dizem basta às taxas e ponderam recorrer à justiça.

O “O País” contactou a União dos Transportadores de Maputo e a FEMATRO, que rejeitaram as acusações e acreditam que se trata de falha na comunicação. 

“Penso que pode haver falha na condução daquela contradição que sempre temos tido. Há uma coisa que não está sendo entendida por parte dos proprietários. Porque as próprias associações a FEMATRO já lhes orientou reunir-se com os proprietários das viaturas, na condição de lhes informar qual é o processo para juntar os documentos. Os documentos necessários para aceder à compensação. E os que não têm, puderem se licenciar como se anunciou nos contextos municipais”, explicou Alexandre Gove, Vice-presidente da FEMATRO. 

Até esta altura, a federação ainda não tem previsão de quantas transportadoras vão receber os subsídios e garante que não haverá injustiça.

“O modelo a aplicar é o preço de referência. Preço da referência, afinal, depende de acordo com a região, todos aqueles que fazem transporte urbano, sempre o que vai ser subsidiado é aquilo que está em cima do preço normal, da referência. Em Maputo 36, se nos outros sítios, subiu mais, é aquilo que vai ser subsidiado. Não temos a informação se vamos meter as pessoas de uma vez, para se beneficiar, porque ainda está em procedimento”, disse. 

Durante as entrevistas aos queixosos, nossa equipa de reportagem assistiu à entrega de uma intimação a um dos queixosos por suposta promoção de conflitos no sector. 

 

Fonte: O País

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