Normalmente, quando se fala de inflação, as pessoas pensam imediatamente em preços mais altos no mesmo exato produto que costumam levar para casa. Estamos a falar de garrafas de água, sal, produtos de limpeza, fruta, gelados, café, etc… Tudo aquilo que precisas ou gostas de ter para o teu dia a dia.
Mas a coisa pode ir um bocadinho mais longe, de forma a tentar “enganar” a ótica dos consumidores. Por exemplo, se fores olhar com olhos de ver para aquilo que andas a comprar, vais notar que andas a pagar o mesmo, mas andas a levar menos coisas.

Portanto, imagina que até aqui compravas um pacote de manteiga com 250 g e pagavas 1,50€. Levavas um pacote de chocolate com 300 g e pagavas 2,50€. Um pacote de detergente para a roupa custava 5,00€ e tinha 1,5 L de produto.
Agora? Pagas o mesmo exato dinheiro pelo pacote de manteiga, de chocolate ou de detergente para a roupa, mas levas menos quantidade.
Um pacote de manteiga de 1,50€ tem agora 200 g em vez de 250 g, o pacote de chocolate vem agora com 275 g, e o pacote de detergente fica pelos 1,2 L. Pagas o mesmo, mas vais ter de comprar mais vezes. É feio… Mas resulta!
Por exemplo, cá por casa, sempre se comprou uma caixa de gelados de marca branca que vinha com 6 gelados e custava 3,99€. Agora? São 4 gelados… E custa os mesmos 3,99€.
Isto resulta porque a grande maioria das pessoas não olha para os pesos descritos nas embalagens. Sempre compraram aquilo e, como tal, vão continuar a comprar.
Se uma loja aumentar o preço, o consumidor vai olhar, vai desconfiar e provavelmente não vai comprar. Vai procurar uma alternativa. Se o preço ficar o mesmo? Há sempre clientes mais atentos, mas a grande maioria vai continuar a levar e nem vai achar estranho.
E é isto… basicamente, começa a abrir os olhos.
Fonte: Zero Zero






