A maioria das marcas passou anos a tentar impingir-nos autênticos tanques sobre rodas a preços absurdos, repletos de ecrãs inúteis e com margens de lucro gordas. Mas quando alguém finalmente decide fazer o que devia ter feito logo no início. Ou seja, criar elétricos compactos, decentes e sem custar uma pipa de massa. O resultado é este! Mais de 70.000 encomendas em três meses e a fábrica sem mãos para medir!
A verdade é só uma. A Volkswagen andou perdida no deserto durante anos com a sua gama ID inicial, cheia de software manhoso e plásticos estranhos. Mas a nova família de elétricos urbanos do grupo alemão, que inclui o VW ID. Polo, o Skoda Epiq e o desportivo Cupra Raval, está a superar todas as expetativas da própria marca.
Ainda bem! O mercado preciso de uma VW forte.

O segredo do sucesso não tem ciência nenhuma: é o preço e a racionalidade. Com valores a começarem na casa dos 25.000€ a 28.000€ com impostos incluídos, estes modelos entram de cabeça no mercado para rivalizar diretamente com o Renault 5 e travar a invasão dos chineses da BYD e da MG.
Entretanto, por baixo do chassi, a receita é partilhada para poupar custos. A versão base traz uma bateria LFP de 32 kWh com cerca de 300 km de autonomia em cidade, o que chega e sobra para o dia a dia. Para quem quer fazer uma viagem mais longa sem entrar em pânico com o indicador de bateria, há uma versão NMC de 52 kWh que atira a autonomia para perto dos 450 km WLTP.
O carregamento rápido dos 10 aos 80% faz-se em menos de 25 minutos, o que para esta categoria de preço é excelente.
Não é simples? Carros bons a preços que fazem sentido!
Só o VW ID. Polo arrecadou cerca de 25.000 encomendas do total, com o resto a dividir-se entre a Skoda e a Cupra. E a contagem não vai ficar por aqui, porque a cartada final acaba de chegar às concessionárias europeias com o lançamento do SUV compacto VW ID. Cross.
No final do dia, estes carros não foram feitos para atravessar o país com a família inteira e as malas até ao teto. São veículos pensados para a realidade das nossas cidades e para quem quer dar o salto para a mobilidade elétrica sem ter de pedir um crédito habitação ao banco.
Fonte: Zero Zero



