InícioNacionalSociedadeNataniel Ngomane critica falta de leitura da juventude   

Nataniel Ngomane critica falta de leitura da juventude   

Resumo

O académico moçambicano Nataniel Ngomane criticou a falta de promoção da leitura entre os jovens, defendendo a necessidade de incentivar obras que promovam a formação de mentes críticas e a preparação de profissionais em diversas áreas. Durante uma conversa na Fundação Fernando Leite Couto, Ngomane enfatizou a importância da leitura para compreender a realidade atual, questionando se a destruição de áreas como carpintaria e mecânica, devido ao desaparecimento da Escola Industrial, faz parte de um plano para prejudicar o país. O académico salientou ainda a importância de conhecer a história de Moçambique para orientar o futuro, lamentando a falta de conhecimento histórico entre os jovens.

O académico moçambicano Nataniel Ngomane criticou a fraca promoção da leitura entre os jovens, defendendo maior estímulo a obras que contribuam para a formação de mentes críticas e para a preparação de profissionais em diversas áreas. 

Ngomane falava, esta terça-feira, durante a conversa intitulada “Os livros que ficaram por ser lidos e relidos”, realizada no quintal da Fundação Fernando Leite Couto. Durante o seu discurso, o acadêmico reiterou a importância da leitura para o entendimento da dinâmica actual. 

“(…) incluindo aquelas tecnologias que, infelizmente, estão a ser derrubadas: carpintaria, mecânica, serralheria são áreas importantíssimas para o desenvolvimento do nosso país, mas nós demos cabo da Escola Industrial. Será que existe um programa por detrás de isto tudo para destruir o país? Só os livros é que nos podem dar uma resposta adequada”,  sublinhou. 

Nataniel Ngomane falou ainda da importância de conhecer a nossa história. “Precisamos saber de onde viemos e como, para melhor sabermos e definirmos como vamos e como é que queremos chegar lá. Logo, o primeiro ponto, é conhecer a nossa história (…) Hoje em dia são poucos os jovens que conhecem a história de Moçambique. E se calhar por conhecer pouco a história de Moçambique, algumas das manifestações de ideias e pensamentos acontecem porque não conseguiram ver atrás, para ver para frente ”. 

 

Fonte: O País

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