InícioNacionalSociedadeUEM gradua 776 estudantes e Governo incentiva aposta no empreendedorismo e tecnologia

UEM gradua 776 estudantes e Governo incentiva aposta no empreendedorismo e tecnologia

Resumo

A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) formou 776 estudantes em Maputo, com destaque para áreas como Medicina e Geologia. Os novos graduados expressaram entusiasmo, mas preocupação com as oportunidades de emprego, especialmente na área da saúde. A Ministra da Educação incentivou o empreendedorismo e o autoemprego como solução para os desafios do mercado de trabalho, destacando o papel do Fundo de Desenvolvimento Local. O Reitor apelou aos graduados para combinarem conhecimento académico com valores como humildade e ética. O padrinho dos graduados alertou para comportamentos de risco, como o consumo excessivo de álcool, e enfatizou a importância da moderação. As autoridades sublinharam a necessidade de os recém-graduados adotarem ferramentas digitais e inovação tecnológica para aumentar a competitividade e responder às exigências da economia atual.

A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) graduou esta quarta-feira um total de 776 estudantes, entre licenciados, mestres e doutores, numa cerimónia marcada por emoção, reconhecimento académico e apelos à responsabilidade social e profissional dos novos graduados.

O evento, realizado na cidade de Maputo, reuniu estudantes, familiares, docentes e autoridades governamentais, num ambiente de celebração que simbolizou a conclusão de uma etapa académica e o início da transição para o mercado de trabalho.

Entre os novos profissionais formados, destacam-se graduados em áreas como Medicina e Geologia Aplicada, que manifestaram entusiasmo, mas também preocupação com as oportunidades de inserção profissional.

Chelsea Macandza, licenciada em Medicina, sublinhou a necessidade de criação de mais oportunidades no sector da saúde.

“Há muita demanda de médicos que precisa de ser satisfeita. Esperamos que as oportunidades cheguem a todos nós”, afirmou.

Já Irene Massinga destacou o compromisso dos recém-formados com o serviço à população, apesar dos desafios enfrentados pelo sector da saúde.

Na ocasião, a Ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, incentivou os graduados a apostarem no empreendedorismo e na criação de autoemprego como resposta aos desafios do mercado laboral.

A governante defendeu que o conhecimento adquirido pelos jovens deve ser transformado em iniciativas produtivas capazes de impulsionar o desenvolvimento económico do País.

“O emprego está à espera de vós. A questão é como. Podemos, acima de tudo, promover o autoemprego”, afirmou.

Samaria Tovela destacou ainda o papel do Fundo de Desenvolvimento Local como uma oportunidade para que os jovens possam criar pequenas empresas, com potencial de crescimento e impacto nas comunidades.

O Reitor da universidade, Manuel Guilherme Jr., apelou aos graduados para que aliem o conhecimento académico a valores como humildade, ética e dedicação profissional.

“Procurem ser cidadãos plenos de responsabilidade, humildade e respeito ao próximo. Valorizem a honestidade e o trabalho árduo”, disse.

O dirigente recordou ainda que o sucesso exige esforço contínuo, sublinhando que a formação académica deve ser acompanhada de compromisso pessoal e profissional.

Na qualidade de padrinho dos graduados, o professor catedrático e médico cardiologista Albertino Damasceno alertou para comportamentos de risco entre jovens, especialmente o consumo excessivo de álcool, apelando a uma mudança de mentalidade nesta nova geração.

O académico destacou que o consumo abusivo de álcool pode comprometer o desempenho profissional e a saúde, embora tenha reconhecido a necessidade de moderação.

Num contexto de rápida evolução tecnológica e crescimento da inteligência artificial, as autoridades governamentais reforçaram a importância de os recém-graduados adoptarem ferramentas digitais e inovação tecnológica como parte da sua adaptação ao mercado de trabalho.

A aposta em competências digitais é vista como essencial para aumentar a competitividade dos jovens moçambicanos e responder às exigências de uma economia em transformação.

Fonte: O País

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