Achas estranho já teres visto 3 sagas de Spider-Man com 3 atores diferentes? Não é por acaso, e de facto, já se fala que Tom Holland quer pendurar as teias e abrir espaço a uma nova geração.
Bem… habitua-te. Os filmes do aranhiço vão continuar a ser desenvolvidos e lançados, porque tem mesmo de ser. Seja qual for o ator a vestir o fato e a lançar as teias. E nem é só pela quantia de dinheiro que cada projeto acaba por fazer nas salas de cinema.
É uma daquelas dores de cabeça boas, e de facto muito interessantes.

Portanto, para percebermos como chegámos a este ponto, temos de recuar ao final dos anos 90.
Na altura, a Marvel estava perto da falência e, por isso, andou a vender os direitos de muitas das suas personagens ao desbarato para não fechar portas. Como é normal, a Sony aproveitou a oportunidade e comprou os direitos cinematográficos do Spider-Man por uns ridículos 7 milhões de dólares. Hoje, com a perspetiva do tempo, foi provavelmente o melhor investimento da história de Hollywood.
Na realidade, a Sony não é “dona” da personagem para a eternidade de forma passiva. Ou seja, para manter os direitos do Homem-Aranha, a Sony é obrigada por lei a colocar um filme do universo do Spider-Man em produção a cada três a cinco anos.
Caso contrário, a licença expira e o Aranha volta automaticamente para os braços da Marvel e da Disney de forma gratuita.
É exatamente por isso que assistimos ao espetáculo triste de lançamentos como Morbius, Madame Web ou Kraven. A Sony sabe perfeitamente que a maioria destes filmes são aberrações, onde por vezes se perdem quantidades absurdas de dinheiro. Mas eles não querem saber da qualidade para nada! O objetivo principal é apenas e só cumprir calendário, carregar no botão de “reset” do contrato e impedir que a Disney deite as mãos à sua galinha dos ovos de ouro.

Quando a Sony percebeu que não conseguia rivalizar em qualidade com o Universo Cinematográfico da Marvel, fez algo muito interessante: um acordo de partilha. Deixou a equipa do Kevin Feige fazer o trabalho difícil de guião e produção com o ator Tom Holland, enquanto a Sony continua a recolher a fatia de leão da bilheteira e a distribuir os filmes.
De facto, há alguns anos, esse acordo esteve por um fio. Mas, enquanto houver bilhetes para vender e merchandising para despachar, a máquina não vai parar.
Fonte: Zero Zero



