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ONU prevê queda do crescimento econômico com tensão no Oriente Médio

Resumo

Tensões geopolíticas representam um desafio crescente para a economia mundial, com a Unctad a apontar uma desaceleração em 2026, beneficiando países exportadores de combustíveis fósseis como Angola. A escalada militar no Oriente Médio impulsionou os preços de importação de combustíveis, afetando o comércio internacional. Países em desenvolvimento enfrentam pressões, com a Unctad a destacar a vulnerabilidade de importações em combustíveis, alimentos e fertilizantes. O relatório sugere investimento em energia renovável para mitigar os impactos, especialmente em economias em desenvolvimento, onde a participação no setor ainda é limitada. Recomenda-se reforço das salvaguardas financeiras e aceleração dos investimentos em energia limpa para evitar agravamento das desigualdades.

Um novo relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, Unctad, aponta que as tensões geopolíticas representam um desafio crescente para a economia mundial.

Apesar da projeção de desaceleração em 2026, países exportadores de combustíveis fósseis, com Angola, devem se beneficiar da valorização dos preços no mercado internacional.

Queda na comércio internacional

Em 2025, a economia global cresceu 2,9%, impulsionada pelo dinamismo nos setores de comércio e tecnologia.

No entanto, a escalada militar no Oriente Médio elevou os preços de importação de combustíveis, provocando turbulências econômicas.

Uma mão de mulher segura uma nota de 1.000 rupias durante uma transação em um mercado na Indonésia.
ADB/DERAriel Javellana
Tensões geopolíticas representam um desafio crescente para a economia mundial

No curto prazo, os impactos se concentram nos mercados de energia. 

No entanto, em um cenário de incertezas, os efeitos devem atingir o comércio internacional, os sistemas alimentares e os mercados financeiros.

Países em desenvolvimento sob pressão

A Unctad destaca que as importações em países em desenvolvimento são menos elásticas, sobretudo em combustíveis, alimentos e fertilizantes. 

Essas economias enfrentam novo risco de saída de capitais e deterioração da confiança dos investidores.

O Brasil, assim como outras nações da América Latina e do Sudeste Asiático, adotou medidas para ampliar a oferta, aumentar subsídios e impor tetos de preços, iniciativas que pressionam a inflação e ampliam a vulnerabilidade das populações.

Uma plataforma petrolífera offshore está no oceano azul sob um céu claro, com montanhas visíveis à distância.
© Unsplash/Zach Theo
Países exportadores de combustíveis fósseis, com Angola, devem se beneficiar da valorização dos preços

Na União Europeia, a crise energética ocorre às vésperas do verão, elevando o risco de altas sustentadas nos preços. 

Já na África, o cenário é distinto: com o PIB projetado para crescer 4,2% em 2026, exportadores de petróleo e gás, como Angola, devem se beneficiar da valorização dos combustíveis.

Alternativas para mitigar crises

Apesar dos riscos, o relatório aponta caminhos para reduzir impactos. O investimento em energia renovável surge como resposta estratégica à alta dos preços dos combustíveis fósseis.

Ainda assim, a participação no setor permanece desigual, limitando o avanço em muitas economias em desenvolvimento. 

Dados da Unctad mostram que o continente africano concentra 60% dos melhores recursos solares do mundo, mas recebeu apenas 2% dos investimentos globais em energia limpa em 2024.

Para evitar o agravamento das desigualdades, o relatório recomenda reforço das salvaguardas financeiras e aceleração dos investimentos em energia limpa e acessível.

Gráfico de linha que mostra a percentagem de crescimento real do comércio mundial de bens de 2022 a 2026, com um pico de 4,7% em 2025 e uma desaceleração prevista para 1,5%-2,5% em 2026.
Unctad

Fonte: ONU

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