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Governo trabalha para repatriar 14 moçambicanos retidos na República Centro-Africana

Resumo

O Governo moçambicano está a trabalhar para repatriar 14 cidadãos retidos na República Centro-Africana devido a falsas promessas de emprego, com o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação a acompanhar a situação. Os moçambicanos, recrutados para trabalhar numa mina em Maio, viram-se sem condições de trabalho e pedem ajuda para regressar a Moçambique. Este caso destaca preocupações sobre recrutamento irregular e tráfico de mão-de-obra, num contexto em que mais africanos são atraídos por falsas oportunidades de emprego no estrangeiro. Paralelamente, o Conselho de Ministros analisou a participação do Presidente da República, Daniel Chapo, no Fórum sobre Fragilidade, Conflitos e Violência 2026, nos EUA, onde foram discutidos desafios e soluções de desenvolvimento em áreas afetadas por conflitos e violência.

Maputo, 16 Jun (AIM) – O Governo moçambicano está a desenvolver esforços diplomáticos e institucionais para garantir o repatriamento de 14 cidadãos nacionais retidos na República Centro-Africana (RCA), alegadamente vítimas de falsas promessas de emprego.

A informação foi avançada esta terça-feira pelo porta-voz da 17.ª Sessão do Conselho de Ministros, Salim Valá, que assegurou que o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (MINEC) acompanha de perto a situação, mantendo contactos permanentes com as autoridades centro-africanas e com a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Segundo dados apurados pelo Governo, os 14 moçambicanos encontram-se em Mbressé, na RCA, sendo que a 11 deles terão sido retirados os respectivos passaportes, situação que agrava a sua vulnerabilidade e dificulta a sua mobilidade.

“Neste momento, está efectivamente identificado o problema. Aproveitamos esta oportunidade para alertar os nossos concidadãos a terem muito cuidado com situações de aliciamento para empregos no exterior, apresentados como estáveis e bem remunerados, mas que, muitas vezes, acabam por resultar em circunstâncias desta natureza”, advertiu Salim Valá.

Os cidadãos em causa terão sido recrutados no passado mês de Maio para trabalhar numa mina naquele país, mas acabaram por encontrar uma realidade distinta da prometida. Actualmente, encontram-se sem condições de trabalho e apelam ao apoio das autoridades moçambicanas para regressarem ao País.

O caso reacende preocupações sobre redes de recrutamento irregular e tráfico de mão-de-obra, num contexto em que cresce o número de cidadãos africanos atraídos por falsas oportunidades de emprego no estrangeiro.

Na mesma sessão, o Conselho de Ministros apreciou igualmente o relatório da participação do Presidente da República, Daniel Chapo, no Fórum sobre Fragilidade, Conflitos e Violência 2026, realizado de 6 a 9 de Junho, em Washington, Estados Unidos da América, a convite do Banco Mundial.

O encontro bienal reúne líderes mundiais, representantes governamentais, especialistas, sector privado e organizações da sociedade civil para debater desafios e soluções de desenvolvimento em regiões afectadas por conflitos e violência.

(AIM)
MR/pc

 

Fonte: aimnews

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