Um investimento de três milhões de euros e um formato pioneiro em Portugal resultaram na nova loja da Ikea em Coimbra, que abre no dia 30 e que foi apresentada esta segunda-feira.
“Este é um formato piloto da Ikea. É o primeiro em Portugal, no mundo [só há] meia dúzia. É um formato que estamos a explorar e é essencialmente uma loja normal, mas reduzida”, disse hoje o diretor da loja, num evento que decorreu nas novas instalações.
Segundo Guilherme Ribeiro, os clientes vão encontrar, além de aconselhamento e planificação, os produtos considerados mais relevantes da marca.
Contará ainda com uma área circular, onde os clientes terão também a oportunidade de reutilizar produtos que já não queiram, bem como um espaço que, não sendo um restaurante, disponibilizará os “êxitos mais comuns” da marca e também mercearia sueca.
Sobre a escolha de Coimbra, Guilherme Ribeiro apontou que “faz todo o sentido” do ponto de vista estratégico para a empresa, por ser “uma cidade vibrante” e pela sua localização geográfica, permitindo “apoiar não só a cidade de Coimbra, mas também as municipalidades à volta”.
A nova loja está localizada no Mondego Retail Park, em Taveiro, considerado “super relevante na área” e “interessante” para o novo formato que a Ikea vai instalar.
“Não estamos a obrigar os clientes a virem ter connosco, mas estamos já integrados no meio do Retail Park, onde temos outros concorrentes, e os clientes podem vir por eles próprios”, referiu.
A nova loja do Ikea abre com uma equipa inicial de 37 funcionários.
Na sua intervenção, a presidente da Câmara de Coimbra considerou que o investimento “representa mais do que uma loja”, sublinhando ser “também um sinal de confiança” numa cidade e região que se quer afirmar cada vez mais como um território para atrair investimento e criar emprego.
Ana Abrunhosa ressalvou ainda os “elevados padrões de sustentabilidade e de responsabilidade” da Ikea na sua cadeia de fornecimento, “criando oportunidades para que as empresas locais integrem cadeias de valor internacional”.
“O vosso investimento representa também novas oportunidades para o tecido empresarial local e regional”, sustentou.
Já o secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços sublinhou que faltava à Ikea, com lojas a Norte, Lisboa e no Algarve, “esta ponte para tornar o território mais coeso", sendo que é também "uma grande oportunidade de negócio".
Para Pedro Machado, esta atividade “é um contributo enorme para poder fixar e manter as pessoas com conforto e condições de habitabilidade”, salientando que o complexo vai servir “uma região vasta” e que "há também uma dimensão da economia circular", com fornecedores locais.
“Bons investimentos significam mercado competitivo, mercado competitivo significa oportunidades para residentes e não residentes”, disse.
Fonte: TVI





