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PR EXIGE MAIS DISCIPLINA E TOLERÂNCIA ZERO À CORRUPÇÃO NAS FORÇAS DE DEFESA E SEGURANÇA

Por: Alfredo Júnior

O Presidente da República e Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança (FDS), Daniel Chapo, exigiu, esta segunda-feira, em Maputo, maior disciplina, integridade e firmeza no combate à corrupção nas instituições de defesa e segurança, defendendo que a credibilidade destas forças depende da conduta ética dos seus membros e da capacidade de servir os cidadãos com profissionalismo.

Durante a sua intervenção, o Chefe do Estado sublinhou que a disciplina constitui um dos pilares fundamentais das FDS e apelou aos seus efectivos para rejeitarem práticas ilícitas que comprometam a confiança da população nas instituições do Estado. Segundo Daniel Chapo, o combate à corrupção deve começar dentro das próprias corporações, através do reforço da integridade, da responsabilização e do cumprimento rigoroso dos deveres profissionais.

O Presidente reiterou igualmente a necessidade de reforçar a capacidade operacional das forças de defesa e segurança para responder aos desafios da criminalidade, do terrorismo, do crime organizado e de outras ameaças à segurança nacional. Defendeu ainda o fortalecimento da capacidade investigativa, da prevenção criminal e da formação contínua dos agentes, como instrumentos essenciais para melhorar o desempenho institucional.

As declarações enquadram-se na estratégia do Executivo de reforçar a governação no sector da segurança, numa altura em que o país continua a enfrentar desafios relacionados com a criminalidade organizada, os raptos e a corrupção em diferentes sectores da administração pública. Desde o início do seu mandato, Daniel Chapo tem defendido uma política de tolerância zero contra práticas corruptas, considerando que estas fragilizam o Estado, reduzem a confiança dos cidadãos nas instituições e comprometem o desenvolvimento económico e social.

Em ocasiões anteriores, o Presidente já havia alertado que a corrupção constitui um dos principais obstáculos ao funcionamento eficiente das instituições públicas, defendendo o reforço dos mecanismos de fiscalização, investigação e justiça. Para o Chefe do Estado, a prevenção, a repressão e a cooperação entre as instituições e a sociedade são elementos indispensáveis para reduzir a impunidade e consolidar uma cultura de integridade na administração pública.

Analistas consideram que o reforço da disciplina e da ética nas FDS poderá contribuir para melhorar a confiança da população nas forças de segurança. Contudo, defendem que o sucesso destas medidas dependerá da sua aplicação efectiva, incluindo a responsabilização de agentes envolvidos em actos de corrupção, a valorização do mérito profissional e o fortalecimento dos mecanismos internos de controlo e fiscalização.

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