InícioRevistaTecnologiaXiaomi vende nos Estados Unidos? Sim! Mas… Não!

Xiaomi vende nos Estados Unidos? Sim! Mas… Não!

Porque é que a Xiaomi não está banida nos EUA, mas quase ninguém lá consegue comprar um telemóvel? Esta é uma pergunta muito interessante, especialmente porque a maioria das pessoas deve achar que a gigante Chinesa está banida das terras do Tio Sam. Mas, não está. 

Ora bem, deves saber perfeitamente que o mercado americano é uma autêntica bolha. Enquanto o resto do mundo usufrui de uma guerra saudável entre marcas como a Oppo, Honor, Realme e a gigante Xiaomi, os consumidores nos Estados Unidos vivem quase limitados a escolher entre a Apple e a Samsung, e muitos optam obviamente pelo iPhone, porque patriotismo… Mas, não nos vamos fazer de anjinhos! A maioria das pessoas assume logo que a Xiaomi está banida por lá, tal como aconteceu com a Huawei. Mas a realidade nua e crua é muito diferente.

A verdade é que a Xiaomi não está proibida de vender nos EUA. A razão pela qual os americanos não conseguem deitar as mãos a bombas como o recente Xiaomi 17 Ultra resume-se a uma simples questão de estratégia de sobrevivência e à ganância das operadoras de telecomunicações.

Portanto, para sermos justos, a memória dos utilizadores não está totalmente errada. No início de 2021, mesmo a fechar o seu primeiro mandato presidencial, a administração de Donald Trump decidiu apertar o cerco à tecnologia vinda da China e enfiou a Xiaomi numa lista negra, alegando ligações à máquina militar chinesa.

No entanto, a coisa durou pouco. A Xiaomi não se ficou, meteu um processo em tribunal e, escassos quatro meses depois, o governo norte-americano foi obrigado a dar o braço a torcer e a retirar a marca da lista.

Então, se não há impedimento legal, porque é que a Xiaomi não vende os seus telemóveis de forma oficial nos EUA? Em primeiro lugar, por puro instinto de sobrevivência. Investir centenas de milhões de dólares para entrar num mercado tão hostil, sabendo que a qualquer momento um político em Washington se pode lembrar de assinar outro decreto para banir a marca… É ter uma espada constantemente pendurada sobre a cabeça.

Para a Xiaomi, o risco simplesmente não compensa o picanço.

IMAGEM

Mas há outra razão muito mais forte, e que tem a ver com a própria filosofia da marca.

A Xiaomi construiu o seu império global a vender smartphones incríveis com margens de lucro de apenas 5%, mantendo os preços super competitivos. As coisas já não são bem assim, com uma Xiaomi a tentar engordar margens, especialmente no lado premium da coisa.

Mas, acontece que, nos Estados Unidos, o mercado de smartphones é totalmente controlado pelas grandes operadoras de rede (como a AT&T, Verizon e T-Mobile). Para uma marca conseguir vender um telemóvel por lá, tem de fazer parcerias com estas empresas, o que exige campanhas de marketing milionárias e o pagamento de comissões absurdas que destruiriam por completo a estratégia de preços da Xiaomi.

 

Fonte: Zero Zero

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