Antigamente, para sequer pensar num emulador, eram necessários 10 anos de evolução no lado do hardware, para que fosse possível emular algumas coisinhas. Hoje em dia? Completamente diferente. As consolas nunca foram tão parecidas a um PC Gaming convencional, e como tal, é hoje em dia muito mais fácil conseguir criar e fazer evoluir emuladores que são coisas sempre muito complexas.
Com isto não quero dizer que vai ser possível, hoje ou amanhã, jogar jogos da PS5 em qualquer PC. Mas, os trabalhos já começaram, e a evolução tem sido incrível.

Portanto, nos últimos tempos, o emulador da PS4 (ShadPS4) tem dominado as atenções, conseguindo até meter jogos a correr online sem precisar de subscrições. Mas não nos vamos fazer de anjinhos: a comunidade de programadores não quer ficar presa ao passado e os avanços na emulação da atual PlayStation 5 estão a acontecer a uma velocidade impressionante.
O projeto mais recente a dar cartas chama-se SharpEmu e acabou de alcançar um marco histórico de desenvolvimento que vai deixar a Sony muito atenta.
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Para não entrarmos em preciosismos técnicos aborrecidos, convém explicar que o SharpEmu é um projeto experimental multiplataforma (feito para Windows, Linux e macOS) escrito totalmente de raiz em C#.
Criar algo assim para uma consola complexa como a PS5 é uma tarefa hercúlea. Há pouco tempo, o emulador apenas conseguia arrancar com jogos em 2D super simples, como o ‘Dreaming Sarah’, e mostrava apenas alguns sinais de vida tímidos com jogos pesados, como o remake de ‘Demon’s Souls’ da Bluepoint.
A grande surpresa desta nova atualização é que o software deu um salto gigante. O SharpEmu agora já tem uma interface gráfica funcional, suporte completo para áudio e música, e a capacidade de reconhecer nativamente o comando DualSense da PS5 com todas as suas nuances.
É brutal! Um projeto destes a evoluir tão depressa em tão pouco tempo é a prova de que a arquitetura das consolas modernas está mais exposta do que nunca.
No fundo, temos de manter os pés bem assentes na terra. Como acontece com qualquer emulador em fase inicial, ainda vão ser precisos muitos e longos anos de otimização até que o utilizador comum consiga correr um ‘God of War’ ou um ‘Spider-Man 2’ a 60 frames por segundo no computador da sala. O código precisa de maturidade e o hardware dos PCs atuais tem de ser espremido ao máximo para lidar com as instruções da consola.
O verdadeiro perigo aqui não é a falta de capacidade dos programadores, mas sim o departamento jurídico da Sony. Depois daquilo que a Nintendo fez ao Yuzu, o ecossistema da emulação vive sob ameaça constante. Se o SharpEmu continuar a progredir a este ritmo e começar a ameaçar as vendas de jogos, é quase certo que os advogados vão tentar fechar a página do GitHub.
Tu por aí, achas que a emulação da PlayStation 5 vai chegar a um nível jogável ainda antes do fim desta geração de consolas? Ou a Sony vai deitar as cartas na mesa e matar o projeto antes que ele se torne uma ameaça real?
Fonte: Zero Zero



