InícioRevistaEconomiaPreços de produtos básicos aumentaram 7,51% em junho

Preços de produtos básicos aumentaram 7,51% em junho

Maputo, 15 jul (AIM) – Os preços de produtos basicos em Moçambique registaram um agravamento de 7,51 por cento em junho último, em comparação com o mesmo mês de 2025.

Um relatório do Instituto Nacional de Estatística (INE), a que a AIM teve acesso, indica que o acumulado de Janeiro a Junho último aponta para uma subida do custo de vida em 5,40 por cento, o que pressiona o orçamento familiar.

Acredita-se que o agravamento poderá atingir ou até ultrapassar 10 por cento, ate’ Dezembro.

O agravamento dos preços deriva, principalmente, do efeito do recente aumento dos preços dos combustíveis e das últimas cheias, cujos efeitos continuam a ser sentidos.

O mais recente relatório do INE aponta a cidade central de Tete como a que registou o maior aumento do custo de vida, com 13,54 por cento, se comparado com o das restantes cidades do país.

“Na província central de Quelimane, a subida foi de 9,99 por cento, Xai-Xai com 8,96 por cento, seguida de Chimoio com 8,90, Inhambane com 8,59 por cento, Nampula com 7,29, Beira 6,25 por cento e por último Maputo (a capital) com 4,16 por cento”, lê-se no documento.

De acordo com os dados mais recentes do Índice de Preços no Consumidor (IPC), referidos no relatório, os maiores agravamentos foram registados nos transportes que ficaram 13,85 por cento mais caros, associado ao agravamento nos alimentos e bebidas não alcoólicas, que aumentaram 13,35 por cento afectando directamente as despesas básicas do dia-a-dia do cidadão.

A fasquia actual supera os 7,22 por cento registados no mês de Maio passado, confirmando uma trajectória ascendente na perda do poder de compra.

Em termos comparativos, no mesmo período de 2025, a inflacção homóloga situou-se em 4,14 por cento, o que demonstra uma aceleração acentuada do indicador ao longo dos últimos 12 meses.

Esta escalada de preços, medida pelo Instituto Nacional de Estatística e partilhada pelo Banco de Moçambique, coloca novos desafios à economia nacional e aperta o cinto das famílias moçambicanas, que enfrentam agora os bens essenciais mais caros nos mercados do país.

(AIM)

FG/mz

 

Fonte: aimnews

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