Os Estados Unidos planeiam realizar operações antidroga "em terra" com os seus aliados na América Latina, além das já efetuadas em águas internacionais contra embarcações suspeitas de narcotráfico, revelou o secretário da Defesa, Pete Hegseth.
Hegseth adiantou na quinta-feira que, a curto prazo, os Estados Unidos esperam implantar, com os seus aliados, "uma capacidade operacional semelhante à observada nos ataques a embarcações de narcotráfico" nas Caraíbas e no Pacífico.
O objetivo é ter "o mesmo efeito em terra", estando os norte-americanos a trabalhar com o Equador, a Colômbia e parceiros para levar "para o continente" a "luta" contra as organizações designadas por Washington como terroristas.
Hegseth, que falava aos jornalistas que o acompanhavam numa visita ao Panamá, emitiu um alerta aos cartéis, onde quer que estejam.
"Onde quer que trafiquem drogas ou ameacem o povo americano ou os nossos parceiros, tornam-se um alvo", garantiu.
O governo liderado por Donald Trump lidera o Escudo das Américas, uma coligação contra o narcotráfico composta por cerca de vinte países da América Latina e das Caraíbas.
A Colômbia, liderada desde 7 de agosto pelo presidente Abelardo de la Espriella, um empresário e declarado apoiante de Donald Trump, aderiu recentemente a esta aliança.
O Escudo das Américas inclui a Argentina, Bolívia, Chile, Equador, Honduras e Peru, todos liderados por governos de direita.
O México, sob a presidência de Claudia Sheinbaum, de esquerda, não é membro.
Em setembro de 2025, os militares norte-americanos lançaram uma campanha de ataques aéreos contra embarcações suspeitas de tráfico de droga nas Caraíbas e no leste do Oceano Pacífico. Pelo menos 215 pessoas morreram.
A administração Trump não apresentou provas de que as embarcações visadas estivessem a ser utilizadas para o narcotráfico.
Muitos especialistas denunciaram os ataques como ilegais, por visarem civis que não representavam qualquer ameaça para os Estados Unidos.
Fonte: TVI






