O sistema de informação da administração fiscal francesa foi alvo, no final de junho, de um "acesso ilícito" que permitiu acesso e extração de dados de particulares e profissionais, revelou o Ministério da Economia do país.
"Na quarta-feira, um agente malicioso reivindicou um acesso ilegítimo ao sistema de informação da Direção-Geral das Finanças Públicas (DGFiP), ocorrido no final de junho de 2026, na sequência de uma usurpação de identidade", referiu o ministério francês.
"As primeiras investigações confirmam que o acesso, que tinha sido bloqueado no final de junho no âmbito da verificação realizada, permitiu, no entanto, a consulta e a extração de dados relativos a particulares e profissionais", acrescenta o comunicado.
Não é especificada qualquer ordem de grandeza do número de vítimas.
O 'site' especializado French Breaches, que documenta os ciberataques em França, referiu que foram afetadas 678.437 pessoas, das quais 392.867 particulares e 285.570 profissionais, afirmando mais tarde no X que o ficheiro estaria agora à venda por vários milhares de euros.
Segundo o comunicado do ministério, "os utilizadores afetados receberão uma notificação individual especificando os dados que poderão ter sido consultados ou extraídos e, se for o caso, as medidas de precaução a adotar".
Um responsável da French Breaches afirmou à AFP que "foi reivindicada uma nova fuga relacionada com a DGFiP2, desta vez envolvendo "cerca de 2 milhões de proprietários de bens imóveis e terrenos em França".
"O pirata afirma possuir nomes, datas de nascimento, moradas, identificadores fundiários, parcelas cadastrais e informações sobre os bens detidos", e ter "ainda acesso à conta da DGFiP", segundo a French Breaches, cujo 'site' esteve momentaneamente indisponível.
Fonte: TVI






