Maputo, 21 Jul (AIM) – Cerca de mil famílias da localidade de Belane, no distrito de Vilankulo, província de Inhambane, zona sul, passaram a beneficiar, pela primeira vez, de energia eléctrica da Rede Eléctrica Nacional, no âmbito dos esforços de expansão do acesso à energia no país.
A ligação foi efectuada este domingo (19) pela Electricidade de Moçambique (EDM), através de um projecto financiado pelo Banco Mundial, que contempla a montagem de 10 postos de transformação, 14,44 quilómetros de rede de baixa tensão e 28 quilómetros de rede de média tensão.
Segundo a empresa, a iniciativa representa mais um avanço rumo à meta de acesso universal à energia eléctrica até 2030 e reforça o compromisso do Governo e dos seus parceiros com a melhoria das condições de vida das comunidades.
O director da Área de Cliente de Vilankulo, Emílio Joaquim, afirmou que a entrada em funcionamento do primeiro transformador em Belane simboliza a concretização de um compromisso há muito aguardado pela população local.
“Com a segunda fase do ProEnergia, estamos a cumprir a promessa feita a esta comunidade que há muito esperava por este momento”, declarou.
O responsável sublinhou que os benefícios da electrificação vão além do fornecimento de energia, ao impulsionarem oportunidades de desenvolvimento e maior segurança para os residentes.
“Ao fornecermos energia eléctrica não estamos apenas a estender cabos e postes. Estamos a levar oportunidade, modernização e segurança a esta comunidade. Este é o verdadeiro papel da EDM”, acrescentou.
Dados da empresa indicam que, a nível da província de Inhambane, já foram electrificadas cerca de 210 mil famílias. No distrito de Vilankulo, faltam ainda dez dos 14 bairros previstos para serem abrangidos pela segunda fase do Programa Energia para Todos.
A EDM refere que prossegue com a expansão da Rede Eléctrica Nacional em todo o território, num contexto em que a taxa de acesso doméstico à electricidade através da rede nacional se situa actualmente em 55,2 por cento.
Entretanto, a empresa apela ao envolvimento das comunidades na protecção das infra-estruturas eléctricas, considerando que a vandalização de equipamentos e o roubo de energia constituem ameaças à sustentabilidade dos investimentos realizados.
Segundo a EDM, o combate a estas práticas é essencial para garantir a continuidade da expansão da rede e assegurar o fornecimento de energia de forma estável e sustentável às populações.
(AIM)
NL/PC
Fonte: aimnews



