Vais levantar dinheiro como fazes todos os dias, mas naquela caixa em concreto há algo escondido à espera do teu cartão. Chama-se skimming, a cópia dos dados do cartão através de dispositivos colados à máquina e continua a apanhar gente desprevenida. A boa notícia é que, com meia dúzia de gestos, consegues detetar (e evitar) uma caixa multibanco adulterada. Vê como.
O esquema é simples e engenhoso. Os criminosos colocam na caixa multibanco um leitor falso, por cima da ranhura verdadeira, que copia os dados da banda magnética ou do chip do teu cartão. Ao mesmo tempo, captam o teu PIN ou com uma câmara minúscula escondida, ou com um teclado falso colocado por cima do verdadeiro. Com o cartão clonado e o PIN, esvaziam-te a conta.

O pior é que tudo funciona aparentemente normal: levantas o teu dinheiro, a máquina não dá erro, e só dias depois é que aparecem os movimentos estranhos.
Antes de inserires o cartão, faz uma inspeção rápida. Estes são os alertas:
Um teste simples: abana ligeiramente a ranhura do cartão e a moldura do teclado. As peças originais estão bem fixas; um dispositivo colado por cima costuma mexer-se ou soltar-se.
Mesmo numa caixa que parece impecável, adota estes hábitos:

Se uma caixa te parecer adulterada, não uses e avisa o banco a que pertence. Entretanto se o cartão ficar retido, não te afastes a pedir ajuda a estranhos que apareçam “por acaso” pode ser parte do esquema. Liga tu para o teu banco e cancela o cartão.
E se já detetaste movimentos que não fizeste, age depressa: cancela o cartão de imediato, contacta o banco para contestar as transações e apresenta queixa às autoridades. Quanto mais cedo reagires, maior a hipótese de travar o prejuízo e de o recuperares.
No fundo, bastam cinco segundos de atenção antes de inserir o cartão para evitares um problema que pode demorar semanas a resolver. Olha para a máquina antes de olhares para o dinheiro.
Fonte: Zero Zero






