Maputo, 19 de Julho (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, reforçou hoje, em Maputo, apelo ao fortalecimento dos valores da paz, da unidade e da reconciliação nacional, defendendo que Moçambique precisa de cidadãos comprometidos com o diálogo, o respeito mútuo e o bem comum.
O Chefe do Estado afirmou que o país recisa de homens e mulheres que sejam construtores da paz, recordando que a paz não é apenas ausência de guerra, mas fruto da justiça.
As declarações foram feitas durante o culto de encerramento da Magna Reunião da Igreja Presbiteriana de Moçambique.
Na sua intervenção, Daniel Chapo enquadrou a mensagem no lema do Sínodo, “Sede Firmes, Inabaláveis e Sempre Abundantes na Obra do Senhor”, inspirado na Primeira Carta de Paulo aos Coríntios.
O Presidente afirmou que a passagem bíblica constitui um convite não apenas para os fiéis da Igreja Presbiteriana, mas para todos os moçambicanos permanecerem firmes perante os desafios que o País enfrenta.
Segundo o Chefe do Estado, a perseverança, a fidelidade e o compromisso com o bem comum devem orientar a acção dos cidadãos.
Chapo defendeu que esses princípios só produzem resultados quando são acompanhados pela unidade.
Vincou que uma sociedade dividida dificilmente alcança o progresso e recordou que as diferenças políticas, sociais e religiosas não devem impedir os moçambicanos de caminharem juntos em defesa do amor, da justiça, da verdade e do bem comum.
O Presidente considerou que a actual conjuntura nacional exige maior coesão entre os cidadãos. Referiu que o País enfrenta desafios económicos, sociais e ambientais, além de problemas relacionados com discursos de ódio, violência, intolerância e episódios de xenofobia contra moçambicanos na África do Sul.
Perante esse cenário, apelou à rejeição da violência e à valorização do diálogo como instrumento de resolução de conflitos.
“A paz não é apenas ausência de guerra, mas fruto da justiça”, afirmou Daniel Chapo, acrescentando que ela nasce da unidade, do respeito mútuo, do perdão e da capacidade de dialogar. O Presidente destacou igualmente o papel do Diálogo Nacional Inclusivo como exemplo do esforço para promover a reconciliação entre os moçambicanos.
Ao dirigir-se aos líderes religiosos presentes, o Chefe do Estado apelou para que continuem a desempenhar um papel activo na promoção da paz e dos valores morais. Salientou que Moçambique necessita de líderes que unam o povo, inspirem esperança e contribuam para a educação das famílias nos princípios da convivência pacífica e da solidariedade.
Chapo reconheceu o contributo histórico da Igreja Presbiteriana de Moçambique na formação espiritual, moral e social do País. Destacou o envolvimento da instituição na educação, assistência social, reconciliação e formação de líderes nacionais, considerando que a igreja continua a desempenhar uma missão relevante na construção de uma sociedade mais justa e fraterna.
Na parte final da sua intervenção, o Presidente defendeu que o fortalecimento dos valores éticos e morais constitui uma condição indispensável para combater problemas como a corrupção e outras práticas que prejudicam a sociedade. Acrescentou que governantes, igrejas, famílias e cidadãos partilham a responsabilidade de preservar a unidade e consolidar a paz.
(AIM)
Paulino Checo
Fonte: aimnews






