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Europa já testa a nova geração do Ar Condicionado!

Esquece os gases poluentes, o futuro do frio é sólido! – Se andas atento aos meus artigos aqui na Leak.pt sobre as novas tendências de tecnologia e a forma como a ciência tenta dar a volta aos problemas do dia a dia, sabes perfeitamente que o verão na Europa se tornou uma autêntica loucura de temperaturas.

Em junho, os termómetros passaram a barreira dos 40°C em várias regiões e o pânico foi real, com pessoas a invadir lojas em França para conseguir um simples ventilador ou AC portátil antes que esgotasse. Mas, encher o planeta de ares condicionados tradicionais é uma faca de dois gumes. Eles consomem energia que nunca mais acaba e usam gases refrigerantes nocivos que a União Europeia quer banir por completo até ao final da década.

Felizmente, há cientistas e startups em território europeu que decidiram deitar as cartas na mesa e repensar o frio a um nível fundamental. A solução? Ar condicionado de estado sólido, sem uma única gota de gás lá dentro.

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As máquinas tradicionais dependem de gases que passam do estado líquido para o gasoso para transportar o calor para fora. Já as novas tecnologias que estão a ser testadas em laboratórios europeus usam materiais sólidos que mudam de temperatura quando são submetidos a forças mecânicas, magnéticas ou elétricas.

A novidade mais promissora vem da Universidade de Saarland, na Alemanha. A equipa de investigadores está a testar ligas de níquel-titânio que geram um efeito de arrefecimento brutal (entre 5°C a 10°C) simplesmente ao serem esticadas e libertadas. É o chamado arrefecimento elastocalórico. Outras empresas estão a ir pelo mesmo caminho mas com abordagens diferentes. Ou seja, a Magnotherm está a usar campos magnéticos para mover o calor (e já planeia testes numa cadeia de supermercados alemã), enquanto a Barocal, no Reino Unido, usa cristais de plástico que libertam calor quando são comprimidos. No fundo, é física pura a substituir a química poluente.

Dito tudo isto, embora estas alternativas pareçam saídas de um filme de ficção científica, a verdade nua e crua é que a maioria destes sistemas ainda não foi testada à escala industrial.

Falta investimento, faltam parcerias com as grandes marcas de eletrodomésticos e falta provar que conseguem aguentar o teste do tempo no mundo real. Ainda assim, a urgência em encontrar uma alternativa é gritante! Até porque se estima que até 2050 cerca de dois terços das casas em todo o mundo tenham algum sistema de refrigeração.

Além do hardware, a própria mentalidade europeia sobre a construção civil vai ter de levar uma valente volta. Grande parte dos nossos edifícios teve como objetivo reter o calor e não o libertar. Designs de outro século. O que torna as cidades autênticas estufas. Por isso, antes de começarmos a espetar máquinas em todas as janelas… Os especialistas já avisam que teremos de apostar em sombras inteligentes, melhor ventilação e materiais refletores.

Tu por aí, acreditas que esta tecnologia de estado sólido vai mesmo conseguir matar os ares condicionados barulhentos e poluentes que temos em casa? Ou achas que os sistemas tradicionais a gás ainda vão dominar o mercado por muitas e longas décadas?

 

Fonte: Zero Zero

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