Uma mulher vítima de violência doméstica foi obrigada a permanecer durante 18 dias na mesma casa que o alegado agressor, apesar de uma decisão judicial determinar que este abandonasse a habitação e se mantivesse afastado da esposa, segundo o Jornal de Notícias. O homem, de 65 anos, só acabou por ser colocado em prisão preventiva após uma segunda detenção, na sequência de um novo episódio de violência.
O casal tinha um longo historial de casos de violência doméstica, mas os processos acabaram arquivados porque, durante os inquéritos, a vítima optou por não prestar declarações. Em junho, a mulher apresentou uma nova denúncia e o suspeito foi detido pela GNR no dia 12, sendo posteriormente presente ao Tribunal de Penafiel.
Após o primeiro interrogatório, foi libertado, mas ficou proibido de permanecer, frequentar ou aproximar-se da residência da ofendida.
Nos dias seguintes, técnicos da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais deslocaram-se a Baião para instalar o sistema de vigilância eletrónica. No entanto, encontraram vítima e arguido a viverem na mesma habitação, situação que inviabilizou a aplicação da medida. Segundo a DGRSP, o tribunal foi informado atempadamente da impossibilidade de instalar os equipamentos, mas, até ao final da semana passada, continuava sem resposta.
A situação apenas terminou na madrugada de 30 de junho, quando o sexagenário voltou a ser detido depois de, alegadamente, destruir o interior da habitação com um pé de cabra e ameaçar novamente a esposa. Após esta segunda detenção, o homem foi colocado em prisão preventiva, pondo fim aos 18 dias em que a vítima permaneceu a viver com o alegado agressor.
Fonte: TVI






