Se andas atento aos meus artigos aqui na Leak sobre as jogadas de bastidores da Apple e o mercado de componentes, sabes perfeitamente que a gigante de Cupertino tem tentado ao máximo segurar o preço dos iPhones nos últimos anos para não assustar o pessoal.
Pode parecer estranho, mas a Apple tem “agarrado” o mercado ao não subir o preço dos seus modelos Pro Max. Pois… Mas isso vai acabar agora. A corda esticou tanto que está prestes a partir.
Um novo relatório da Counterpoint Research deitou as cartas na mesa e revela um cenário negro para quem estava a pensar saltar para o iPhone 18 Pro Max. Ou seja, o custo de produção do aparelho disparou de forma absurda, e a Apple já está a preparar uma valente rasteira na carteira dos utilizadores para mitigar o tombo.
Os dados estimam que fabricar o novo topo de gama vai custar quase mais 300 dólares à Apple do que custava o iPhone 17 Pro Max. Por isso, mesmo a subir 200€ na Europa, a Apple vai perder margem de lucro. É um quase absurdo.

Para não entrarmos em preciosismos técnicos aborrecidos, o aumento deste “bolo” de produção divide-se essencialmente em dois culpados. O primeiro é o novo processador A20 Pro.
A TSMC começou a cobrar uma autêntica fortuna para produzir os chips na nova arquitetura de 2 nanómetros, e a Apple teve de engolir o sapo. O segundo culpado é a crise global de memórias que andamos a acompanhar. O preço dos chips de memóriaRAM e do armazenamentoNAND (fornecidos pela Samsung e SK hynix) foi por aí acima. Encarecendo brutalmente o hardware.
Componentes como o ecrã e as câmaras mantêm os custos controlados, ou seja continuam altos. Mas, o motor do telemóvel ficou ainda mais caro que estes.
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Dito tudo isto, parece que a estratégia da Apple vai passar por castigar apenas quem quer o topo do ecossistema. Ouvimos nos bastidores que a marca está disposta a absorver grande parte dos custos extra no modelo padrão, tudo para manter um iPhone relativamente “acessível” nas prateleiras e continuar a prender a malta nos seus serviços e ecossistema.
Porém, o modelo padrão só chega em 2027. Setembro é altura de Pro, Pro Max e Ultra. E todos eles vão ser caríssimos. Vai ser desta que vamos finalmente perceber qual é o máximo que um consumidor está pronto a pagar por um telemóvel aos dias de hoje.
Fonte: Zero Zero






