Resumo
A Apple está a preparar o lançamento do seu primeiro iPhone dobrável, que surpreendentemente virá disponível apenas numa cor, possivelmente branco ou cinza prateado. Esta escolha vai ao encontro da estratégia da empresa de simplificar a produção de novos produtos, seguindo o exemplo do primeiro iPhone e dos primeiros iPods. Apesar de a Samsung já ter smartphones dobráveis no mercado há anos, a Apple preferiu esperar para garantir que o seu produto fosse superior. O destaque do iPhone dobrável será a resolução do problema do vinco no ecrã, com a integração de uma placa metálica por baixo do painel OLED e dobradiças em Liquidmetal. Se a Apple conseguir eliminar este problema, irá destacar-se da concorrência asiática.
Ou seja, o muito esperado iPhone Fold vai contra a corrente do resto da gama da Apple. Ou seja, se a cor laranja deu muito que falar no ano passado, e a cor vermelho vinho deve dar que falar quando os novos iPhone 18 Pro chegarem às prateleiras… O iPhone Fold vai optar pela simplicidade.

Portanto, ao que tudo indica, a Apple vai optar por uma única cor. O branco. Ou cinza prateado. Os “leaks” ainda não estão bem de acordo na cor escolhida.
Curiosamente, esta rasteira bate certo com os relatórios da Bloomberg do início do ano, que já avisavam que a Apple iria fugir de cores divertidas no primeiro modelo, apostando em tons puramente utilitários.
Porém, para quem conhece o historial da gigante de Cupertino, esta decisão não é uma surpresa total. A Apple tem por hábito simplificar ao máximo as linhas de montagem e reduzir o número de variantes quando entra numa categoria de produto completamente nova. Foi assim com o primeiro iPhone em 2007 e com os primeiros iPods: sai apenas uma versão e, só depois de o produto ganhar tração no mercado, é que começam a inventar novas modas e cores.
Infelizmente, quem quiser exclusividade visual vai ter de esperar uns anos ou contentar-se em escolher apenas a capacidade de armazenamento interno.
Apesar do facto de a Samsung já andar a despejar smartphones dobráveis nas lojas há quase sete anos, a Apple recusou-se a entrar na corrida antes de ter a certeza de que conseguia fazer melhor do que os outros. A estratégia é a do costume: não interessa ser o primeiro, interessa ser o melhor. E o grande trunfo deste iPhone dobrável promete resolver o maior pesadelo visual deste tipo de aparelhos. Ou seja, a marca quer acabar de vez com o terrível vinco no meio do ecrã.
Segundo o reputado analista Ming-Chi Kuo, os engenheiros de Cupertino conseguiram integrar uma placa metálica por baixo do próprio painel OLED para distribuir a força da dobra e evitar que o material passe o seu limite elástico. No fundo, uma solução muito parecida à da Oppo com o Find N6.
Mas, para ajudar à festa, as dobradiças deverão ser fabricadas em Liquidmetal, uma liga metálica ultra-leve e imensamente resistente que permite moldagens milimétricas. Assim, se a Apple conseguir mesmo entregar um ecrã dobrável perfeito e sem aquela vala irritante no meio onde o dedo escorrega, vai dar uma lição monumental a toda a concorrência asiática.
Fonte: Zero Zero
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