A intenção da FIFA criar uma empresa, com participação de investidores privados, para vender a exploração dos ativos comerciais dos Campeonatos do Mundo deixou a UEFA revoltada.
Agora, o organismo europeu vai mais longe e, segundo vários órgãos de informação - da Sky News à Bloomberg -, ameaça fazer boicote às competições da FIFA, a começar pelo próximo Mundial feminino, que se joga no Brasil.
A UEFA, recorde-se, considera que o projeto da FIFA representa um precedente inaceitável. Em comunicado, defendeu mesmo que a modalidade «não está à venda» e alertou que a governação e a essência do jogo não podem transformar-se em ativos financeiros.
A FIFA, por outro lado, já tem o projeto numa fase bastante sólida, estando a colaborar com a J.P. Morgan e com investidores como a Thrive Eternal, fundada por Joshua Kushner, cujo irmão, Jared Kushner, é genro do presidente norte-americano Donald Trump.
No entanto, a UEFA não está sozinha nesta luta e conta com o apoio de vários países europeus, que estão contra o projeto de Infantino, na sequência do sucesso comercial do Mundial 2026, realizado nos Estados Unidos.
No Reino Unido, por exemplo, surgiram críticas à proposta da FIFA. O primeiro-ministro Andy Burnham defendeu que o futebol pertence aos adeptos e não aos investidores, sublinhando que são eles quem enche os estádios e acompanha as equipas todas as semanas, independentemente das condições.
Na sua perspetiva, o Campeonato do Mundo não deve ser encarado como um produto comercial, mas sim como um património dos milhões de pessoas que vivem o futebol em todo o mundo.
Fonte: CNN Portugal





